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PAICV exige “quebra do silêncio” por parte do Governo sobre a “real situação” da empresa CVA

Cidade da Praia, 05 out (Inforpress) – O PAICV exigiu hoje a “quebra do silêncio” do Governo relativamente a real situação da transportadora aérea Cabo Verde Airlines (CVA), considerando a ligação entre as ilhas e das ilhas com o mundo “matéria política de primeira prioridade”.

A exigência do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), foi feita pelo secretário-geral do partido, Julião Varela, em conferência de imprensa sobre a problemática dos transportes aéreos em Cabo Verde.

Segundo este responsável, o Movimento para a Democracia (MpD, no poser),  prometeu durante as campanhas eleitorais construir um sistema de transportes “integrado, competitivo e seguro” com “relevante contribuição” para a riqueza nacional, a balança de pagamentos, emprego e mobilidade nacional e internacional.

O mesmo, conforme o secretário-geral do PAICV, comprometeu-se em ligar de forma “eficiente” e regular as ilhas entre si e ao mundo, promover e construir um sistema aeroportuário moderno, implementar um hub logístico do atlântico  e avançar imediatamente com a reestruturação e privatização dos TACV.

Frisou ainda que o ministro das Finanças, Olavo Correia, anunciou aquando da assinatura do contrato de gestão com a Icelandair que até Dezembro de 2017 estariam a chegar 11 aviões  e que a TACV passaria a ter resultados positivos superiores a 2,5 milhões de conto nesse mesmo ano.

Entretanto, disse que este negócio decretou a retirada dos voos internacionais da Praia, Mindelo e Boa Vista, provocando um “aumento do preço dos bilhetes” e “graves prejuízos” para as empresas, entrega do mercado doméstico “em monopólio sem contrato”, entrega da companhia aérea TACV à Icelandair por “ajuste directo” e “grandes prejuízos” para os trabalhadores.

Para o PAICV, prosseguiu, “tudo falhou” em relação à política dos transportes, realçando que o hub aéreo serviu apenas para transportar cidadãos de outros países em rotas internacionais e que este erro levou a companhia a acumular prejuízos superiores a três milhões de contos.

“Para o PAICV, é fundamental que haja uma companhia aérea nacional para assegura a ligação do país com o mundo, para suprir as insuficiências que temos por causa descontinuidade territorial, portanto, é uma questão do Estado, por isso, que é urgente o Governo comunicar ao país o que é que pensa relativamente a situação actual”, exigiu.

Alias, salientou, “a aventura africana custou ao país mais de 2 milhões de contos de prejuízo” e “a aventura sul-americana custou mais de 3 milhões de contos”, lembrando que dos 11 aviões prometidos em 2017, o País tem, em 2020, “zero aviões e apenas o nome da companhia”.

Questionou o Governo neste sentido sobre o processo de regularização das dívidas à IATA, as razoes que impedem a CVA de retomar os voos mesmo depois da retoma do corredor aéreo, qual o destino dos três aviões retidos em Miami e que garantia dá aos trabalhadores relativamente a regularização dos seus salários.

 

O PAICV e os cabo-verdianos, reforçou Julião Varela, “clamam por quebra de silencio” do Governo e comunicar ao País qual “a real situação” da Cabo Verde Airlines.

“Todas as vezes que solicitamos as informações estas são sonegadas, neste momento a informação que nós temos é a informação que a sociedade cabo-verdiana tem apesar dos esforços e pedidos que temos enviados ao primeiro-ministro, mas não nos tem respondido”, declarou.

CM/AA

Inforpress/Fim

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