Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PAICV diz que votar ao abandono as moradias do programa “Casa para Todos” não é o melhor caminho

Cidade da Praia, 17 Jul (Inforpress) – O PAICV disse hoje que as pessoas que ocuparam as moradias do programa “Casa para todos” quiseram demonstrar que a atitude do Governo em abandonar aqueles investimentos, a votá-los à destruição “não é o melhor caminho”.

“O Governo tem que agir e não deixar se surpreender com situações como as invasões de casas no Sal ou no Fogo que demonstram claramente o desespero e o desacreditar das pessoas”, precisou o líder da bancada do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (oposição).

Rui Semedo fez essas considerações em declaração política que antecedeu a agenda dos trabalhos da primeira sessão plenária deste mês.

Os deputados eleitos nas listas do partido da “estrela negra” dizem esperar que o Governo “tenha aprendido a lição”, investa naquelas construções e as distribua para as pessoas que, conforme afirmaram, “alimentam o sonho de viver numa casa digna com a sua família”.

“Se as pessoas estão a agir desta forma é porque perderam a esperança e não há mal maior, em qualquer país, que a destruição dos sonhos e o assassinato da esperança do povo”, enfatizou o PAICV.

Na perspectiva, dos parlamentares “tambarina”, “aumenta-se a tensão social” e as movimentações que emergem da sociedade “indiciam que as pessoas estão a chegar ao seu limite de suportar o autismo do Governo e a narrativa gasta do partido que o suporta”.

“Quem governa um país, como Cabo Verde, cuja estabilidade e paz social são capitais de principal grandeza, não poderá menosprezar a insatisfação das pessoas que reivindicam a resolução dois seus problemas”, precisou o porta-voz do grupo parlamentar do PAICV que acusou os deputados que suportam o Governo no Parlamento de “tentar culpabilizar os outros (oposição)”.

Reagindo à declaração política do maior partido da oposição, o líder da bancada do Movimento para a Democracia (MpD-poder), Rui Figueiredo Soares, asseverou que os deputados do PAICV pretendem “transformar manifestações pacíficas, legítimas e democráticas em apostas em convulsões sociais”.

“Não queremos concluir que estamos perante uma oposição verdadeiramente daninha como o senhor líder parlamentar do PAICV numa das sessões anteriores se referiu”, declarou Figueiredo Soares, para quem as manifestações são a “essência da liberdade e da possibilidade de as pessoas dizerem clara e pacificamente aquilo que pensam”.

No dizer de Rui Figueiredo Soares, as pessoas só se manifestam porque “confiam nas soluções que estão à vista”.

Por sua vez, o líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição) defendeu que o Governo deve levar em conta a reacção das pessoas, com vista a se ter um país “estável e com condições para responder às demandas da população”.

“Em democracia, quando os governos não resolvem os problemas, o povo resolve estes mesmos problemas”, apontou António Monteiro, apelando no sentido de as manifestações populares serem encaradas como uma “atitude normal”, porque, disse, se está em democracia e, logo, as “pessoas têm a liberdade de exigir e de sair à rua e apontar o que está mal e que precisa ser corrigido”.

No entender do deputado da UCID, o MpD já prometeu que “dentro em breve” a Cabo Verde Airlines vai retomar os voos internacionais para S. Vicente e, isto, lembrou, foi “graças à pressão” feita pelos são-vicentinos e pela população cabo-verdiana, em geral.

Em defesa do Governo saiu o ministro Abraão Vicente que lembrou que o executivo não aceita a “imposição de uma leitura da realidade de Cabo Verde a partir de um grupo de pessoas que auto-intitulam de representantes do povo”.

Neste seu regresso ao Parlamento, cinco meses depois de ausência, o responsável pelo departamento governamental da Cultura e das Indústrias Criativas garantiu que o executivo de Ulisses Correia e Silva “não tem medo de enfrentar as contestações”, acrescentando que o actual Governo “não utiliza os mesmos meios que o PAICV para impedir que as pessoas saiam à rua”.

Anunciou que em São Vicente estão em curso “obras estruturantes” que vão ter impacto positivo na vida das pessoas e que em Cabo Verde “todas as ilhas são especiais” e, por isso, o Governo “não cederá perante o populismo”.

LC/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos