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PAICV diz que Ulisses Correia e Silva “fugiu ao debate” porque “não tem propostas” para apresentar aos cabo-verdianos

Cidade da Praia, 16 Abr (Inforpress) – O porta-voz do PAICV disse hoje que o líder do MpD, Ulisses Correia e Silva, “fugiu ao debate” com a líder da oposição, Janira Hopffer Almada, “para não prestar contas” e porque “não tem propostas para apresentar aos cabo-verdianos”.

Para Avelino Bonifácio, o MPD e seu líder “fugiram, deliberadamente”, do debate com a presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), “para não prestarem contas e por não terem ideias novas e muito menos propostas para apresentarem aos cabo-verdianos”.

Os tambarina mostraram-se hoje “surpreendidos pela indisponibilidade” do líder do MpD, de participar no debate entre os três líderes partidários que concorrem em todos os círculos eleitorais, que devia realizar-se esta noite pela RTC.

“Esta decisão foi um balde de água fria nas expectativas do eleitorado, no País e na diáspora, que aguardava, com ansiedade, essa oportunidade dos partidos e seus líderes apresentarem as suas propostas para a próxima governação do País”, afirmou o porta-voz do PAICV.

Para o representante da candidatura do partido da estrela negra, da parte da sua líder houve sempre “total abertura para ajustar a sua agenda e refazer o calendário das suas acções de campanha” para dar ao País a oportunidade de ouvir as suas propostas.

No dizer de Avelino Bonifácio, Ulisses Correia e Silva aproveitou a polémica em torno da realização do debate “para literalmente fugir à confrontação”.

“…O líder ventoinha sempre que teve oportunidade de fugir ao debate fê-lo. Foi assim no Parlamento e noutros espaços e voltou a fugir agora” constatou o mandatário do PAICV.

A desculpa de honrar os outros compromissos, salientou, “é, nitidamente, uma desculpa de mau pagador, porque todos os outros têm compromissos”.

 “Não há compromissos maiores do que disponibilizar-se para a apresentação de uma plataforma eleitoral num quadro de confrontação com outras propostas”, notou, acrescentando que “o povo estava e ainda está à espera deste acontecimento político relevante para o País”.

Na perspectiva do PAICV, para todos os líderes, principalmente aquele que esteve a governar, “os debates são oportunidades a não desperdiçar”, particularmente quando se tem “obras para apresentar e projetos para o futuro”.

“Quando um líder foge ao debate é uma confissão clara que não está em condições de se apresentar perante o povo que o elegeu, para avaliar os seus resultados e para conferir suas novas propostas”, concluiu o porta-voz do PAICV.

Lembrou que o PAICV já tinha dito antes que o “cancelamento do debate era conveniente para o MPD que tenta a todo o custo esconder as fragilidades do Ulisses [Correia e Silva] em justificar o não cumprimento das suas promessas anteriores”.

Afiançou, por outro lado, que antes MpD manifestou a disponibilidade em estar no debate “porque pensava que não haveria oportunidade da sua efetivação prática”.

No dizer dos tambarina, a democracia cabo-verdiana “saiu mais pobre” e a campanha eleitoral “saiu coxa” pelo facto de o líder do MpD não comparecer ao debate.

A RTC decidiu retomar o debate entre os líderes dos partidos concorrentes em todos os 13 círculos eleitorais, depois que o Tribunal Constitucional (TC) concedeu “provimento parcial” ao recurso interposto pelos democratas cristãos, “revogando a decisão da Comissão Nacional de Eleições na parte em que condiciona a realização do debate eleitoral à participação de todos os partidos concorrentes às eleições legislativas de 18 de Abril de 2021”.

Às legislativas do dia 18 para eleição de 72 deputados em 13 círculos eleitorais, dos quais dez no País e três na diáspora, concorrem seis partidos – PAICV, MpD, UCID, PTS, PSD e PP.

PAICV, MpD e UCID concorrem em todos os círculos, PP em seis círculos (Santiago Sul, Santiago Norte, Boa Vista e os três da diáspora), PTS também em seis círculos (São Vicente, Santiago Sul, Santiago Norte e três diáspora), e PSD em quatro círculos (Santiago Norte, Santiago Sul, América e África).

As últimas eleições legislativas em Cabo Verde ocorreram no dia 20 de Março de 2016, tendo o MpD vencido com maioria absoluta, ao eleger 40 deputados, o PAICV 29 e a UCID três.

LC/DR

Inforpress/Fim

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