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PAICV diz que S. Vicente é “discriminada negativamente” em matéria do desporto e MpD afirma o contrário

Cidade da Praia, 15 de Jul (Inforpress) – O PAICV (oposição) disse hoje, no parlamento, que a ilha de S. Vicente tem sido “discriminada negativamente” em matéria do desporto, enquanto o MpD (poder) entende que neste sector os sãovicentinos “têm razão para comemorar”.

“São Vicente é uma ilha que sempre foi referência a nível do desporto nacional, em todas as modalidades, e, neste momento, os praticantes do desporto e os dirigentes desportivos sofrem com a questão das infra-estruturas”, indicou o deputado João do Carmo, eleito nas listas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) pelo círculo de São Vicente, reclamando que a ilha ficou para trás em relação às infra-estruturas desportivas.

Para João do Carmo, a falta de uma pista de tartã no Mindelo tem “prejudicado gravemente” os praticantes do atletismo da ilha do Porto Grande e, por isso, os atletas de S. Vicente, para participarem em competições nacionais ou internacionais, são obrigados a fazer os treinamentos no Sal ou em Santiago.

Segundo o deputado, brevemente vão ser inauguradas as obras do estádio Adérito Sena e o Governo, afirmou, vai fazer um “grande show off com esta inauguração”, pelo que “toda a população de S. Vicente deve participar, a fim de prestar atenção naquilo que é mais essencial no Estádio: sem uma pista de tartã e um relvado com muitos anos”.

“As condições desportivas da ilha estão muito aquém daquilo que é o nível dos desportistas de São Vicente”, lamentou João do Carmo.

Por sua vez, o líder da bancada parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD), João Gomes, acusou Do Carmo de fazer “o que se chama na política de fuga em frente”.

“Como as obras do estádio Adérito Sena vão ser inauguradas e vai passar a receber jogos da selecção nacional, em pé de igualdade com o Estádio Nacional, na Cidade da Praia, o senhor deputado fez fuga em frente”, assegurou João Gomes, acrescentando que os sãovicentinos “têm razões para também comemorarem na área do desporto”.

Segundo ele, a ilha tem sete campos relvados e, por isso, sublinhou, dizer que São Vicente ficou para trás na área do desporto, porque não tem uma pista de tartã, é “faltar à verdade”.

“É curioso que o PAICV que governou durante 15 anos seguidos e não se aperceberam que o Estádio Adérito Sena não tinha uma pista de tartã” queixou-se o parlamentar, dizendo que a referida pista “vai ser uma realidade, ainda durante esta legislatura”.

O recenseamento eleitoral na diáspora voltou à ribalta, com os deputados, tanto do PAICV, como do MpD, a esgrimirem as suas opiniões sobre o registo dos emigrantes, a fim de os permitir votar nas próximas eleições presidenciais previstas para 17 de Outubro.

Para o deputado do PAICV, Francisco Pereira, neste momento, na diáspora, a actualização do registo tem estado a decorrer com “muito constrangimento”, por causa, por um lado, do “deficiente funcionamento dos kits de recenseamento” e, por outro, devido à falta de comunicação dirigida aos emigrantes.

Por sua vez, Orlando Dias (MpD) lembrou que foi o seu partido que, a partir de 91, altura da realização das primeiras eleições pluralistas e democráticas no País, permitiu que os emigrantes começassem a votar.

Disse, entretanto, concordar com Francisco Pereira que o processo de recenseamento tem tido “insuficiências, por alguma incompetência do DGAPE [Direcção geral de Apoio ao Processo Eleitoral]”.

“O Governo tem que acordar. Quem está no DGAPE é alguém que está lá há 15 anos. O Governo não está a fazer reformas a nível do DGAPE que não está a dar respostas ao recenseamento”, comentou Orlando Dias, adiantando que o executivo devia fazer “reformas profundas a nível das embaixadas”.

Segundo ele, os presidentes das Comissões de Recenseamento Eleitoral na Guiné-Bissau, Senegal e Angola “são manifestamente pessoas do PAICV”.

Sob os aplausos dos seus pares de bancada, Dias reiterou que o processo de recenseamento vai continuar com deficiências, porque “há pessoas do PAICV a fazer obstáculos” com o objectivo de dar aos deputados do maior partido da oposição conteúdos para discursos do género no parlamento.

Por sua vez a ministra da Presidência do Conselho de Ministros e Assuntos Parlamentares, Filomena Gonçalves, esclareceu que a actualização do recenseamento no estrangeiro “tem sido difícil de se realizar, perante o quadro de covid-19”.

“Há um esforço de todos para que isto [actualização do recenseamento] aconteça”, precisou a governante, adiantando que o executivo está a fazer de tudo para que qualquer cabo-verdiano, esteja onde estiver, “possa exercer o seu direito fundamental nas melhores condições possíveis”.

 Ainda no período de questões gerais, momento que os deputados aproveitam para expor as preocupações dos seus eleitorados, interveio o deputado da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID-oposição), Amadeu Oliveira, para exigir dos seus colegas no sentido de deixarem de se esconder por detrás do passado para estarem a acusar-se mutuamente.

“O povo já está farto desta brincadeira MpD/PAICV e passado-passado”, defendeu o deputado dos democratas cristãos, apelando aos sujeitos parlamentares a discutirem o presente e o futuro.

“Vocês estão a chatear o povo e estão a chatear-me com esta ‘bardolega’ (coisas de pouca importância), lançou Amadeu Oliveira.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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