PAICV diz que política externa do país é incompatível com decisões ligeiras, avulsas, desarticuladas e com vozes diferentes

 

Cidade da Praia, 11 Ago (Inforpress) –  O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição), considera que a política externa do país é “incompatível” com decisões “ligeiras, avulsas, desarticuladas” e com vozes diferentes “e não pode ser submetida actos que envergonhem os cabo-verdianos”.

Em conferência de imprensa hoje, na Cidade da Praia, para realizar os recentes episódios da política externa cabo-verdiana, particularmente no concernente ao posicionamento de Cabo Verde nas instâncias internacionais, Rui Semedo, disse que “é necessário haver voz única e com interlocutores claros”.

É que para o vice-presidente do maior partido da oposição no arquipélago, as relações entre Israel e Cabo Verde devem pautar-se “com base da tradição, Constituição e nas Leis do País”.

“Cabo Verde deve reflectir, ponderar, analisar e tomar uma posição própria, consoante os acordos e princípios que conformam a Constituição da República, de acordo com o pensamento próprio de um país independente e com interesse a preservar”, notou.

Rui Semedo disse que o PAICV não reagiu antes ao “post” do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu porque não deu credibilidade à noticia, mas que aguardava pacientemente pela reacção das autoridades nacionais, considerando que uma “decisão desta natureza, para além da ligeira, descredibilizaria” a diplomacia cabo-verdiana.

Sublinhou, no entanto, que as “reacções tardias por parte das autoridades nacionais “fizeram acreditar que este fumo deveria estar a ser alimentado por um fogo real”, embora camuflado e escondido dos cabo-verdianos”.

“Contudo, a reação do Presidente da República, embora tardia tranquiliza os cabo-verdianos com o desmentido”, apontou.

Mesmo assim, Rui Semedo disse que o PR “retirou o seu corpo, de mansinho, desta tempestade, lavou as suas mãos e passou a bola ao Governo de Cabo Verde, que é responsável, à luz da Constituição da República, pela política externa”, asseverando que o “comunicado do Governo assume praticamente a posição de apoio a Israel”.

“O desmentido de hoje fica, contudo, ensombrado com o comunicado de ontem, que ofende, injustificadamente as pessoas”, manifestou, Rui Semedo, para quem “em matéria diplomática e de política externa, o país parece andar à deriva”, disse, sublinhando que são episódios demais de desarticulação, de desencontros e de desacertos para um curto período de governação.

Lembrou, por outro lado, que a diplomacia e a política externa de Cabo Verde exigem responsabilidade, maturidade, bom senso, dignidade e coerência “para se continuar a investir nas bases da construção de confiança e a sedimentar e preservar conquistas no capital de credibilidade”.

SR/FP

Inforpress/Fim

 

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