Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PAICV diz que há uma manifestação clara de incapacidade dos responsáveis na gestão do dossiê TACV

 

Cidade da Praia, 15 Set (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) acusou hoje o Governo e o Conselho da Administração dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) de “incapacidade” em gerir o problema por que passa a companhia.

Em conferência de imprensa esta sexta-feira, na Cidade da Praia, o secretário-geral do PAICV, Julião Varela, considerou que apesar de na campanha eleitoral de 2016, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, ter garantido que “tinha pronta a solução a curto prazo para os TACV” e que as contas já estavam feitas, hoje verifica-se que a única medida que tomou foi substituir o presidente do Conselho de Administração e iniciar um processo de liquidação “lenta” da empresa.

“A situação é muito preocupante e o ambiente produtivo e clima laboral na empresa hoje é de longe muito pior do que em Março de 2016 e, para agravar, rodeada de incertezas. Nunca na história dos TACV tinha acontecido o que se verifica agora. É inédito. Há uma manifestação clara de incapacidade do Governo e do Conselho da Administração na gestão desse dossier”, observou.

Segundo Varela, ao contrário da promessa feita, neste momento acumula-se prejuízos, há injeção de centenas de milhares de contos dos contribuintes, uma gestão defeituosa de frotas levando a paralisação de aparelhos em plena época alta por falta de manutenção a tempo e hora e em períodos menos críticos, assim como verifica-se manifestações diárias de passageiros à porta da empresa no Mindelo, na Cidade da Praia e na diáspora.

Julião Varela sublinhou que os passageiros que durante esses 15 dias viram todos os seus voos cancelados estão sem qualquer perspectiva de solução, trazendo “grandes e graves” prejuízos aos emigrantes que estão a ser severamente castigados, como a perda de emprego, problemas de saúde e até a perda de uma vida humana.

Do ponto de vista do secretário-geral do PAICV, os “prejuízos são incalculáveis”, porém, lembrou que o primeiro-ministro já “sacudiu o capote”, dizendo que “não tem nada a ver com a gestão dos TACV”, mesmo sabendo que ele é o “responsável mor” pela situação catastrófica por que passa a empresa, tendo em conta que lhe compete, enquanto chefe do Governo, escolher as administrações das empresas do Estado e/ou maioritariamente participadas pelo Estado.

Tendo em conta o que se está a acontecer e o facto de os trabalhadores ainda aguardarem informações sobre o seu futuro, o secretário-geral do PAICV desafiou o Governo a esclarecer os meandros do contrato de gestão assinado com a Icelendair, a 10 de Agosto, “que custa a Cabo Verde mais de 100 mil contos por ano”, já que há uma “grande contradição” entre os anúncios efectuados e a situação actual da empresa.

De acordo com Julião Varela, não há até agora quaisquer resultados do contrato assinado com a Icelendair, a não ser os 100 mil euros iniciais pagos pela assinatura do contrato e os 180 mil euros correspondentes à gestão dos dois primeiros meses de contrato, ou seja, que já lá vão dois meses a pagar e não se conhecem resultados, assim como não foi efectivada a promessa de um avião boeing de imediato.

“Assiste-se ao desmoronamento total da empresa. Primeiro foi-lhe retirada a rota doméstica, depois foi-lhe retirada a rota regional e agora não tem Aeronave para operar a nível internacional, sendo que a forma demagógica, populista e irresponsável como o MpD tratou a questão, particularmente quando estava na oposição, tem sido o maior inimigo do Governo”, notou.

Julião Varela terminou, deixando um conjunto de questões, nomeadamente sobre a quem pedir a responsabilidade: ao Conselho da Administração que está “muda e calada”, ou ao ministro da Economia e Emprego que veio das férias para passar 15 dias na China, alheio à situação por que passam os milhares de passageiros que “esperam e desesperam” às portas dos TACV sem que ninguém os acuda.

Esta quinta-feira, 14, a direcção Comercial dos TACV enviou um comunicado de imprensa a garantir que a empresa continua “empenhada” na procura de soluções para abreviar o reencaminhamento dos passageiros e para a reposição dos voos afectados pela avaria do boeing 757, sublinhando que no período de 01 a 13 de Setembro foram cancelados 30 voos inicialmente programados.

Neste momento, mais de 3.000 passageiros já foram reencaminhados para os seus destinos com recurso a companhias terceiras, não obstante um “numero expressivo” de passageiros continuar retido em Cabo Verde, sendo que até ao momento, entre as despesas com hotel, alimentação, reembolsos e reencaminhamentos, a companhia já gastou um montante que ascende os 1.800.000 euros.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos