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PAICV diz que Cabo Verde Inter-ilhas tem sido uma não-solução para o país (c/áudio)

Cidade da Praia, 24 Out (Inforpress) –  O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Nuias Silva, disse hoje que a Cabo Verde Inter-ilhas tem sido uma “não-solução” para o país, particularmente para a região Fogo e Brava.

Nuias Silva, que falava em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, para fazer o balanço da visita efectuada à ilha do Fogo, lembrou que a referida região era servida, quase que diariamente, pelos navios da Cabo Verde Fast Ferry, “com conforto, pontualidade e a preços controláveis”.

“Actualmente, temos apenas um navio, velho, a fazer este percurso, com todas as consequências negativas para esta região e para a circulação das pessoas e bens”, afirmou.

Segundo o parlamentar do maior partido da oposição, esta situação não pode continuar, porque, conforme avançou, há denúncias de trabalhadores que estão a fazer “mais de 90 horas por semana de trabalho”.

“Isto é uma violação, flagrante, da nossa lei laboral, mas também é um perigo e um alerta para a segurança, sobretudo, nesta zona que conhecemos o mar e o comportamento das ondas, convém que os marinheiros e as pessoas das embarcações estejam com os descansos necessários para puderem transportar as pessoas com segurança”, defendeu.

Para Nuias Silva, a segurança deve estar “sempre em primeiro lugar” e não apenas a questão do lucro.

“O navio Sotavento não tem dado respostas e nem dará respostas para este eixo. Nós exigimos que o Governo encontre uma solução, e urgente, para repor as seis ligações semanais com a ilha do Fogo”, manifestou.

Conforme referiu, se for caso disso, “que o Governo denuncie o contrato com a Cabo Verde Inter-ilhas” por incumprimento, “cabal” do caderno de encargos.

A Cabo Verde Inter-ilhas, que assumiu a ligação marítima no mês de Agosto, é detida em 51% pela Transinsular e Transinsular CV, do GRUPO ETE, que opera há mais de 30 anos em Cabo Verde desempenhando um “papel importantíssimo” na economia do país.

Os outros 49% do capital são detidos pelos armadores nacionais.

WM/JMV

Inforpress/ Fim

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