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PAICV desafia Governo a encontrar respostas que permitam às instituições financeiras custear grandes projectos e investidores

Cidade da Praia, 18 Jul (Inforpress) – A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição), Janira Hopffer Almada, desafiou hoje o Governo a encontrar respostas adequadas à realidade do país e que permitam às instituições financeiras financiar grandes projectos e investidores.

Janira Hopffer Almada falava à imprensa hoje, na Praia, momentos depois de visitar o Banco Interatlântico (BI), Banco Cabo-verdiano de Negócios (BCN) e o Banco Africano de Investimento (BAI), no âmbito da preparação do debate do Estado na Nação, previsto para 31 deste mês.

Para a líder tambarina, o Governo suportado pelo Movimento para a Democracia (MpD), não pode continuar a importar respostas e medidas de outras realidades e adapta-las num país como Cabo Verde, com um mercado pequeno, onde 90% do tecido empresarial é constituído por micro, médias e pequenas empresas.

Janira Hopffer Almada defendeu que o Estado deve trabalhar no sentido de encontrar respostas para essas micro, médias e pequenas empresas, para que as instituições financeiras possam ser capazes de financiar grandes projectos e investidores, garantir que o sector financeiro seja o impulsionador do desenvolvimento do país e transformar o sector privado no motor da economia cabo-verdiana.

Na ocasião, considerou que o protocolo do ecossistema de financiamento da economia, criado pelo actual governo não passa de uma grande estratégia de marketing, uma vez que grande parte das empresas cabo-verdianos não têm a capacidade de mobilizar 50% para financiamento de projectos.

“O PAICV entende que o sector financeiro é impulsionador do desenvolvimento, defendemos instituições financeiras fortes, um quadro regulatório claro e eficaz, mas, sobretudo, que o sector financeiro sirva de facto de impulso ao desenvolvimento. Para nós é importante que a regulação funcione e actue, sobretudo, na prevenção para termos um sistema cada vez mais forte, mais credível e que suscite confiança dos investidores”, afirmou.

Por outro lado, considerou que as respostas da instituição reguladora, banco central e a Bolsa de Valores de Cabo Verde estão mais direccionadas para “economias maduras”.

“Aqui há um desafio que o país tem de assumir neste sector, que é encontrar um caminho que respeitando, as regras internacionais para manutenção da credibilidade e da segurança, conseguirmos ter respostas mais flexíveis para podermos, de facto, dar à economia cabo-verdiana, que ainda não é uma economia madura, as respostas que precisa”, constatou.

AV/JMV

Inforpress/Fim

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