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PAICV denuncia situação dos estagiários do IEFP devido a atrasos no pagamento de bolsas de estágio profissional (c/áudio)

Cidade da Praia, 02 Set (Inforpress) – A Comissão Política Regional de Santiago Sul (CPRSS) do PAICV denunciou hoje a situação por que passa os estagiários do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) devido aos atrasos no pagamento das bolsas de estágio profissional.

A denúncia feita esta manhã em conferência de imprensa serviu, para além de delatar a situação, para que, Djanira Moreira, membro da CPRSS, manifestasse “toda a solidariedade” do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) para com os estagiários do IEFP.

“De acordo com denúncias feitas nas redes sociais pelos estagiários, muitos deles chefes-de-família e todos com contas por pagar e compromissos para honrar, os incumprimentos, por parte do Governo já vão em três meses”, realçou, reforçando a indignação dos estagiários devido à falta de informações que dão conta de um horizonte temporal preciso para a regularização das pendências, ou seja, que “o pagamento das bolsas, em atraso, será regularizado, brevemente”.

Na sua comunicação de solidariedade e denúncia, Djanira Moreira questiona o “brevemente” e pergunta até quando, alegando que a situação ora vivenciado pelos estagiários já era previsível, pois sublinha que os estágios foram criados como condição “eleitoralistas” e que as próximas eleições só irão acontecer em 2024.

“E, a bem da verdade, cabe precisar que o Governo, não tendo conseguido criar os 45 mil empregos dignos, no horizonte da legislatura passada, à razão de nove mil, por ano, optou, de forma massiva, à oferta de estágios profissionais, visando atingir propósitos bem identificados e que se prendem, fundamentalmente, a três ordens de razões”, assegurou.

Neste âmbito, apontou como primeira razão da criação dos estágios por parte do Governo, a intenção de massificação dos estágios profissionais no seio da camada jovem para abafar as críticas desse extrato social, maioritário da população e possuidora de capacidade reivindicativa mais acutilante.

Em segundo lugar, considerou que o Governo quis mascarar e falsear os dados estatísticos, pois os estágios remunerados contam como empregos e contribuem para diminuir as estatísticas de desemprego.

 Já em terceiro lugar indicou que com a massificação dos estágios profissionais, o Governo tentou passar, sorrateiramente, a ideia de que o estágio, mesmo não sendo emprego, é mais importante do que o emprego.

“Sem jamais menosprezar o valor dos estágios profissionais, até porque os estágios profissionais foram introduzidos pelo Governo do PAICV em 2007, decreto lei número 24 de 30 de julho, o PAICV entende que o Governo tem falhado, redondamente, no que tange à materialização de políticas activas de emprego”, disse.

A falha, segundo referiu, cai ainda sobre a impossibilidade de se conseguir uma verdadeira redinamização do tecido empresarial, investimentos em sectores fundamentais geradores de emprego e à atractividade do investimento directo estrangeiro, enquanto medidas eficazes e eficientes para diminuir as taxas de desemprego, sobretudo, no seio da camada jovem.

Com estas medidas, sustentou, o resultado está à vista de todos, alegando por outro lado que milhares de jovens foram abandonados à sua própria sorte apesar de não saber, com bases em dados, quantos jovens estão na situação de atrasos devido ao não pagamento das bolsas de estágio profissional.

Neste sentido, realçou que o CPRSS do PAICV espera que quem de direito venha a público esclarecer e, ao mesmo tempo, conforte os estagiários com uma data precisa sobre o pagamento das dívidas para que possam pôr cobro à situação difícil por que passam os jovens.

PC/DR

Inforpress/Fim

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