PAICV defende que questão da mobilidade tem de ser tratada com “responsabilidade” e “abertura”

Cidade da Praia, 03 Dez (Inforpress) – A presidente do PAICV, Janira Hopffer Almada, apontou hoje a mobilidade no espaço lusófono como maior preocupação do partido, defendendo que a mesma deve ser tratada com “mais responsabilidade e grande abertura” dada a sua importância.

A líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que falava à imprensa, momentos antes de receber o embaixador de Portugal, em Cabo Verde, em visita de cortesia, no âmbito do aprofundamento da amizade e do reforço dos laços de cooperação entre os dois países, afirmou que, “teoricamente, se fala muito da mobilidade, mas a mesma precisa ser incrementada na prática”.

“Temos uma grande preocupação neste momento que tem a ver com a mobilidade, e ela tem de ser tratada com toda responsabilidade, mas também com uma grande abertura, considerando as expectativas que o povo cabo-verdiano tem e é preciso trabalhar, efectivamente, para respostas concretas”, reforçou destacando que tendo em conta a importância que o PAICV atribui a mobilidade esta questão precisa de “outro incremento”.

Janira Hopffer Almada afirmou, de igual modo, que não é a favor da total reabertura das fronteiras, e que está ciente que a mesma não “é possível”, devido a situação epidemiológica que o mundo atravessa, mas defendeu, que já é o momento de se avançar “mais” neste quesito, principalmente a respeito de alguns públicos alvos que trabalham em prol dos interesses de Cabo Verde e da União Europeia.

“Penso que é chegado o momento de se avançar mais na questão da mobilidade, é preciso que alguns públicos alvos, nomeadamente os académicos, os artistas os desportistas os empresários tenham uma solução de deslocação e mobilidade que lhes permitem incrementar os negócios, as parcerias, o conhecimento, garantindo, naturalmente, os interesses de Cabo Verde e os interesses desses países da União Europeia”, argumentou.

Entretanto, afirmou que a relativamente a esta questão, a presidência da CPLP, detida actualmente por Cabo Verde, poderia ter dado um contributo para que se avançasse “efectivamente” na mobilidade garantindo condições “mais concretas, específicas e favoráveis” pelo menos para estes públicos alvos.

“Nós não podemos dizer ao povo que vai-se abrir as fronteiras como já disse os agentes com responsabilidade, e, logo a seguir, uma selecção não consegue obter vistos para participar numa competição internacional”, salientou exortando a uma “maior responsabilidade” por parte das autoridades nacionais ao discursarem sobre determinados assuntos.

Por seu turno, o embaixador de Portugal, em Cabo Verde, António Moniz, disse que os assuntos em pauta foi a actual situação económica de Portugal e Cabo Verde, os processos eleitorais já decorridos e os vindouros e as perspectivas para o ano 2021.

Segundo o diplomata, uma das preocupações debatidas durante o encontro, tem a ver com a situação económica derivada das consequências da pandemia.

Em relação aos pedidos de vistos dos cabo-verdianos para Portugal, António Moniz afirmou que não há problemas, e acredita que no ano corrente os processos estão a serem tratados de forma “mais célere”, uma vez que reforçaram os serviços centrais em Lisboa da parte dos serviços estrangeiros e fronteiras, permitindo assim que os processos decorram “normalmente”.

TC/CP

Inforpress/ Fim

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