PAICV defende construção urgente de uma nova sede para Delegacia de Saúde da Praia

 

Cidade da Praia, 01 Set (Inforpress) – O líder da bancada do PAICV (oposição) na Assembleia Municipal da Praia defendeu hoje, a necessidade de a Delegacia de Saúde da Praia contar com um espaço físico a condizer com o estatuto da capital do país.

Vladmir Silves Ferreira fez estas considerações à saída de um encontro que os eleitos do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) na Assembleia Municipal da Praia, tiveram esta sexta-feira com a delegada de Saúde, Ullardina Furtado, com quem, segundo o porta-voz do grupo, abordaram assuntos relacionados com o aumento de casos do paludismo na Cidade da Praia.

“Percebemos aqui que o papel do saneamento é fundamental e vamos levar esta preocupação à Câmara Municipal, uma vez que só há paludismo onde existem problemas de saneamento”, indicou, acrescentando que os munícipes também devem “auto sensibilizar-se em relação a este flagelo e que a autarquia terá também que disponibilizar mais meios de combate e melhoria do saneamento”.

Segundo ele, na Delegacia de Saúde os eleitos nas listas do PAICV encontraram uma equipa “motivada e que está no terreno a tentar reverter” o actual quadro.

“Saímos daqui menos preocupados em relação, pelo menos, ao trabalho feito no sentido de debelar este mal (paludismo)”, afirmou Silves Ferreira, acrescentando, porém, que ele e sua equipa ficaram “preocupados” em relação às condições em que trabalham os profissionais de saúde no actual espaço.

Para ele, não faz sentido que a capital do país, que alberga mais de 150 mil habitantes, “tenha uma infra-estrutura como esta, pelo que é urgente a construção de uma nova sede para acolher a Delegacia de Saúde”.

“Sabemos que existe um financiamento árabe para construção de uma nova sede da Delegacia de Saúde e gostaríamos que este processo fosse clarificado, porque a cidade já não compadece com o actual edifício”, precisou.

A Direcção-Geral de Saúde de Portugal já aconselhou os cidadãos portugueses, sobretudo as grávidas, a adiarem as suas viagens à ilha de Santiago, por causa do surto da malária.

Confrontado com esta decisão das autoridades sanitárias portuguesas em como isto poderá prejudicar o turismo tido como alavanca do desenvolvimento de Cabo Verde, Vladmir Silves Ferreira considera ser um “procedimento normal”.

“Trata-se de um procedimento de prevenção que as autoridades adoptam em casos parecidos. Contudo, um alerta que também reforçamos no sentido da melhoria do saneamento e do combate ao vector do mosquito”, comentou o líder da bancada do PAICV.

Durante o encontro com a delegada de Saúde da Praia, prossegue, os eleitos do PAICV ficaram a saber que se está a utilizar no combate aos mosquitos o mesmo pesticida que vem sendo usado “há mais de dez anos”.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

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