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PAICV considera que demissão da ministra da Educação ocorreu no “pior momento”

Cidade da Praia, 06 Dez (Inforpress) – A presidente do Partido Africano de Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) considerou hoje que o pedido de demissão da ministra da Educação ocorreu no “pior momento” e confirma “falta de coragem” do primeiro-ministro em fazer uma remodelação.

Numa publicação na sua página nas redes sociais, Janira Hoppfer Almada explicou que este pedido de demissão, a cerca de quatro meses para as eleições legislativas e no actual contexto, não poderia ter ocorrido num “pior momento”, tendo em conta a importância desses dois sectores.

“A Educação, a Família e a Inclusão Social são, de facto, sectores importantes e sensíveis. E têm sido alguns dos sectores com avaliação francamente negativa, mesmo por parte de militantes e dirigentes do partido que suporta o Governo”, afirmou.

A líder do maior partido da oposição criticou ainda a “falta de coragem” do primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, em fazer uma remodelação governamental, “limitando-se a alargar o Governo e a aceitar pedidos de saída de membros do Governo”.

Ainda, sublinhou, este pedido de demissão confirma, mais uma vez, a “falta de coragem” do primeiro-ministro, que sempre se recusou a fazer uma “avaliação objectiva da actuação do seu Governo, para tomar as medidas cabíveis, em tempo”.

Fernando Elísio Freire foi indicado para a pasta do Ministério da Família e Inclusão, que acumulará com a de ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares e ministro do Desporto.

Amadeu Cruz, actual secretário de Estado Adjunto da Educação, foi indicado para ministro da Educação

Em relação aos nomes indiciados, Janira Hoppfer Almada disse que é preciso ter em atenção que, neste contexto especial, com impactos na vida das famílias e a escassos meses das eleições, se vai proceder à concentração, num único ministro, de pastas “sensíveis”.

“Ministro esse que, para além de já deter a tutela sobre outros sectores sensíveis e que carecem de uma dinâmica particular, como a Juventude e o Desporto”, criticou.

Por tudo isso, a presidente do PAICV concluiu que este pedido de demissão não poderia ter ocorrido “num momento pior”

“O momento em que as famílias cabo-verdianas passam por sérias dificuldades, a Inclusão Social se revela, cada vez mais, como uma necessidade e a educação enfrenta sérios problemas, carecendo de reformas, com reivindicações dos docentes e enfrentando problemas de acesso, por parte de alunos, em que importa suprir as lacunas do último ano lectivo e decorrentes dos atrasos ocorridos neste novo ano lectivo”, finalizou.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, confirmou no dia 04 a demissão do elenco governamental da ministra da Educação, Família e Inclusão Social, Maritza Rosabal.

“Por razões pessoais, a Dra. Maritza Rosabal pediu o fim das funções que vinha desempenhando no Governo, nos cargos de Ministra da Educação e Ministra da Família e Inclusão Social”, confirmou o chefe do Executivo, através da sua página oficial no facebook.

Ulisses Correia e Silva escreveu que foi uma “honra” ter a ministra, agora demissionária, no Governo, tendo reconhecido a “dedicação que a Maritza colocou ao serviço do País e a determinação na realização de importantes reformas no sistema educativo e na protecção social”.

 

AM/AA
Inforpress/Fim

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