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PAICV considera que a política de rendimento do Governo está a agudizar desigualdades sociais em Cabo Verde (c/áudio)

Cidade da Praia, 30 Ago (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) considera que a política de rendimento do Governo do MpD está a agudizar o índice de desigualdades sociais em Cabo Verde.

Em conferência de imprensa hoje, na cidade da Praia, o membro do Conselho Nacional do partido afirmou que as restrições salariais registadas desde que o actual Governo assumiu a governação e a não redução da carga fiscal nas pessoas singulares deixa o seu partido com “certa ideia” de que os sacrifícios estão a recair sobre os trabalhadores.

“Tendo em consideração que o salário representa cerca de 60% do rendimento das famílias e considerando a crise que afecta o sector primário nos últimos dois anos não percebemos a insensibilidade do Governo do MpD em não promover aumentos salariais”, disse.

António Fernandes frisou que em matéria de rendimentos o executivo fixou no seu programa eleitoral a actualização anual dos salários com base na inflação, o aumento do salário mínimo na administração pública e para o sector privado e a redução da carga fiscal a 1% ao ano.

Ao fim de quase quatro anos de mandato e com quatro orçamentos aprovados, adiantou que todos os compromissos estão ainda por cumprir.

No que se refere à criação de empregos, adiantou que o Governo criou pouco mais de 500 empregos, quando a promessa é para criar 45 mil postos de trabalho. E em relação à implementação do subsídio de inclusão para cerca de 23 mil famílias, indicou que até agora não foram contempladas duas mil famílias e com critérios de selecção desconhecidos.

“O MpD ganhou as eleições por causa dessas promessas e das infundadas críticas e falsas verdades em relação à política de rendimentos e preços da governação anterior”, frisou, adiantando que o PAICV entende que a política deve ser feita com seriedade e que os compromissos são para cumprir.

Neste sentido, exortou o Governo, que neste último orçamento em preparação, que cumpra todos as suas promessas, a começar pela actualização salarial, por forma a permitir que as famílias possam fazer face ao aumento do custo de vida provocado pelo aumento dos preços dos bens de primeira necessidade como energia, água e transportes.

“O país com dinheiro que nunca mais acaba e se o Governo recusar proceder ao aumento salarial, o próprio Governo, impede a realização de uma repartição mais equitativa e mais justa dos rendimentos aos cabo-verdianos” anotou o dirigente do PAICV.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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