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PAICV aponta falhas na política externa implementada pelo Governo

Cidade da Praia, 26 Jan (Inforpress) – O líder da bancada parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, apontou hoje falhas na política externa implementada pelo Governo nos últimos anos, que têm colocado Cabo Verde em situações de constrangimento.

Rui Semedo fez esta intervenção à imprensa, à margem das jornadas parlamentares do partido, com vista à sessão da Assembleia Nacional, que terá como ponto alto o debate com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

A política externa será o principal assunto desta sessão, pois o PAICV considera que Cabo Verde tem limitadas dimensões, mas que tem ambição de ter um papel importante no plano internacional e na sua relação com os países e organismos internacionais.

Rui Semedo disse ser de uma “relevância fundamental” o país ter uma política externa “consistente e robusta”, que contribua para a credibilização de Cabo Verde e as condições fundamentais para a mobilização dos recursos necessários para o seu desenvolvimento.

No entanto, assinalou, ultimamente “tem havido sinais de fragilização” do diálogo de consensos e com algumas falhas que deverão, não apenas serem identificadas, mas, sobretudo, “devem ser corrigidas” para que o país continue a ter uma “voz credível”, junto dos países bilateralmente, como também na dimensão multilateral.

“Há erros que vêm sendo dados e que tem colocado Cabo Verde em situações pouco agradáveis, como, por exemplo, as insuficiências em torno da negociação para a presidência da CEDEAO, ou seja, claramente falhou a diplomacia nacional”, referiu.

O deputado do maior partido da oposição falou também da nomeação de cônsules honorários que estão ligados à influência de extrema direita, com princípios e valores contrários aos constitucionais de Cabo Verde.

“A igualdade das pessoas, o racismo, o ódio, a xenofobia, a perseguição da comunidade imigrada, e aí, claramente Cabo Verde não pode baixar a guarda, tendo em conta que é um país com uma comunidade vasta em todos os cantos do mundo.

Defendeu a necessidade “cuidadosa” na escolha dos representantes de Cabo Verde, nos valores e princípios que estão vinculados, para não pôr em causa também os direitos e regalias dos emigrantes.

Afiançou que o País, com a independência, foi adquirindo experiência e “tem uma geração de diplomatas com conhecimento”, pois são recursos que não devem ser desperdiçados.

HR/ZS

Inforpress/Fim

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