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PAICV apela à mobilização nacional para fazer face à “grave crise” de segurança

Cidade da Praia, 03 Set (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) apelou hoje, na Cidade da Praia, à mobilização nacional para fazer face à “grave crise de segurança”.

Em conferência de imprensa na da mensagem dirigida ao país pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, sobre a situação da insegurança, o membro da Comissão Política do PAICV, Rui Semedo, defendeu que é “urgente” a normalização e pacificação das relações entre as instituições.

Na passada quarta-feira, 01, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva apelou à “tolerância zero” para fazer face a qualquer tipo de crime, através do reforço da acção policial e a presença de proximidade nos bairros.

No entanto, o PAICV apontou que o Governo deve sentar-se à mesa com as universidades, os especialistas, as organizações da sociedade civil e trabalhar na estruturação de respostas mais adequadas para os desafios da actualidade.

“Uma outra preocupação é garantir estabilidade e segurança profissional, material e emocional aos próprios agentes da segurança para poderem desempenhar de melhor forma a sua missão”, acrescentou Rui Semedo, reconhecendo que o Governo deu “grande passo” ao reconhecer a gravidade da situação de insegurança no país.

Em relação à afirmação do primeiro-ministro, que apelou à “tolerância zero”, o dirigente do PAICV lembrou que se trata da repetição do “desgastado discurso” que vem sendo reiteradamente feito desde 2016 e “sem sucesso nenhum”.

Para o PAICV, para se resolver o problema de insegurança é preciso uma melhor estruturação, articulação e montagem de um sistema eficiente e eficaz de segurança nacional e ter uma ideia clara da cooperação e da complementaridade das instituições.

Por outro lado, apontou que em matéria de segurança, a credibilidade e a confiança é fundamental uma acção em bloco, “focado no objetivo essencial e com consciência clara que todos estarão a remar na mesma direção”.

Neste particular, Rui Semedo exemplificou como “casos demonstrativos de falhas graves no sistema de segurança”, os episódios de prisão, soltura e prisão de novo dos presumíveis assassinos de um importante empresário na Cidade da Praia.

“Pareceu-nos existir uma concorrência desnecessária para demonstrar serviços, por uns e por outros, uma verdadeira disputa de protagonismos enquanto a preocupação da população está centrada na protecção da sua integridade física e na segurança dos seus patrimónios e dos seus bens”, notou.

Por isso, o membro da Comissão Política do PAICV sublinhou que para garantir a segurança às pessoas torna-se urgente a normalização e a pacificação das relações entre as instituições, “colocando em evidência os princípios da interligação, complementaridade e uma cooperação institucional saudável”.

OM/HF

Inforpress/Fim

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