Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PAICV alerta Governo sobre a falta de confiança dos cidadãos nas instituições da República

Cidade da Praia, 30 Jul (Inforpress) – O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) alertou hoje o Governo para a falta de confiança dos cidadãos nas “instituições vitais” para o desenvolvimento do país.

O alerta foi feito pelo presidente daquele partido, Rui Semedo, durante o seu discurso de encerramento do debate sobre o Estado da Nação.

“O grupo parlamentar do PAICV serve-se desta tribuna e deste instituto de debate do Estado da Nação, para alertar a todos os sujeitos parlamentares, mas também em especial o Governo, pelos indícios em crescendo que aqui e ali têm vindo a surgir de falta de confiança e até de desconfiança, por parte dos cidadãos, face a instituições vitais para o desenvolvimento do país”, alertou.

Apesar de não generalizar os casos, o PAICV afirmou que se recusa a atitude de omissão face aos mesmos, ou pior, o anúncio de inquéritos e medidas de correcção que depois nem a oposição e nem os cidadãos têm qualquer informação sobre as competentes conclusões e medidas a serem tomadas.

“Devemos preservar a instituição como a Polícia Nacional, por exemplo. Mas, não podemos, nem naturalizar e nem minimizar os acontecimentos como assaltos por membros da corporação como ilustra os casos de um Banco na Boa Vista e de uma residência em Safende; o misterioso caso do agente morto pelo próprio companheiro em pleno serviço ou ainda medidas consideradas de represálias para os que expressaram livremente as suas posições”, reportou.

Rui Semedo considerou ainda que não se pode pôr em causa a Polícia Judiciária, mas que também não se pode fechar os olhos à caso de apropriação de drogas apreendidas pela própria instituição no âmbito do combate à criminalidade.

Conforme o presidente do PAICV, é preciso preservar as Forças Armadas como “instituição útil e exemplar que é”, mas não se pode tolerar certas atitudes que possam contribuir para degradação da imagem de uma das mais nobres instituições da República com atitudes que indignam todos os cabo-verdianos.

“Não podemos olhar com indiferença às graves acusações reiteradas feitas a um ou outro membro do Governo, sem nenhuma reacção dos visados, ou do próprio Governo. Não podemos considerar normal, que a gestão de relatórios da Inspecção-Geral das Finanças, à uma empresa pública vital para o país, seja feita conforme a agenda política eleitoral e de acordo com as preferências, amizades ou simpatias”, assinalou.

Para o PAICV, não se pode considerar normal indícios de quebra de independência das autoridades reguladoras, ou de tomada tardia de decisões, face ao mercado onde impera o monopólio, prejudicando cidadãos, famílias e operadores privados.

“Não é possível sujeitar as instituições da Justiça a ataques, sem que a imagem e a credibilidade da mesma sejam beliscadas. Não podemos tratar o negócio dos TACV como o temos feito, com total intransparência e sem se acautelar os interesses dos cabo-verdianos e não beliscar a imagem das instituições da República. Não podemos ter entre as mãos, por muito tempo, dossiers tão sensíveis como o de Alex Saab, sem que a imagem do país seja tocada”, afirmou.

O deputado frisou ainda que não se pode recusar informações importantes ao Parlamento e à oposição no âmbito do controlo da fiscalização do executivo, sem que a própria democracia seja posta em causa e a imagem do Governo fique intacta.

“A qualidade das instituições democráticas é medida também pela qualidade das instituições da República e qualidade do diálogo político que é feito entre os sujeitos políticos”, sublinhou.

GSF/JMV
Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos