Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

PAICV afirma que o País está “deprimido” pelas prioridades trocadas e “atónito” com grau de incumprimento das promessas eleitorais

Cidade da Praia, 31 Jul (Inforpress) – O PAICV afirmou hoje que o País está “deprimido” pelas prioridades trocadas, “atónito” com o grau de incumprimento das promessas eleitorais e “descrente” na capacidade do Governo para enfrentar a crise e resolver os problemas que afectam os cabo-verdianos.

Estas declarações foram feitas pela líder do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV- oposição), Janira Hopffer Almada, durante a sua intervenção no último debate sobre o estado da Nação deste mandato, liderado pelo Governo do Movimento para a Democracia (MpD).

Para a presidente do maior partido da oposição, estes 4 anos e meio de governação foram importantes para Cabo Verde, isto porque, sustentou, permitiram que os cabo-verdianos vissem que os modelos de governação, as visões e políticas do PAICV e MpD são diferentes.

Essa diferença, destacou, é particularmente confirmada nas políticas para a habitação, os transportes, a saúde, educação, lembrando ao Executivo de ter feito a maior promessa aos cabo-verdianos de criar 45 mil empregos mas que não foi capaz de cumprir este compromisso.

“Enquanto um governo neoliberal como este, que defende o estado mínimo e desmantela a regulação, um governo progressista suportado pelo PAICV que conhece o papel do estado, não tem medo de promover a regulação com a necessária autonomia e independência”, asseverou, acrescentando que o MpD é contra o estado social e o PAICV assume as suas responsabilidades sociais e actua para aumentar as oportunidades reduzindo as desigualdades sociais.

Para a deputada, este Governo, que considera como neo-liberal, nunca entenderá a perspectiva de infraestruturação física económica levada a cabo neste país, e tem desdenhado os investimentos feitos nos vários sectores durante a governação do PAICV.

“Este é um governo que ao mesmo tempo que despreza o betão, estradas, os portos e aeroportos, liceus, centro de formação profissionais e hospitais, valoriza a calçada, praças e rotundas e neste ritmo, vamos assistindo o primeiro-ministro a acompanhar os presidentes das câmaras municipais, nas inaugurações de arruamentos, praças e caminhos vicinais enquanto o país espera por reformas”, declarou.

Avaliando o estado da Nação, realçou que é evidente que o país está “deprimido” pelas prioridades trocadas, “atónito” com o grau de incumprimento das promessas eleitorais e “descrente” na capacidade deste seu governo para enfrentar a crise e tomar as medidas necessárias em prol do desenvolvimento do país.

Janira Hopffer Almada frisou ainda que o “estado da nação já era mau antes da pandemia e que com a crise sanitária a situação ficou dramática”, criticando o Governo de estar a utilizar essa situação para justificar a falta de investimentos nos vários sectores e de não melhorar as condições de vida dos cabo-verdianos.

A líder do PAICV, perspectivou, por outro lado, que o próximo debate sobre o Estado da Nação será com o novo Governo, e com a confiança que o seu partido espera merecer dos cabo-verdianos promete uma maioria que defende os cabo-verdianos, promova o crescimento do país, lute contra a pobreza e assume a sua responsabilidade social na integra.

“Depois das próximas eleições legislativas, esperando a confiança dos cabo-verdianos vamos governar com patriotismo, verdade, responsabilidade, transparência e realismo. Nós escolhemos Cabo Verde e o nosso projecto é construir um Cabo Verde para todos e isso implica avançar com reformas”, declarou, salientando que o PAICV está preparado para assumir os desafios que o país enfrenta neste momento particularmente “difícil” e “exigente”.

O seu partido, concluiu, trabalhará afincadamente para emagrecer alguns corpos nomeadamente o legislativo e o executivo, propondo, neste sentido, aos cabo-verdianos, um estado dimensionado com estruturas e funcionamento de custos reduzidos visando libertar recursos para os serviços essenciais para a população cabo-verdiana.

CM/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos