Padre João Augusto Martins preside às cerimónias eucarísticas em honra ao patrono São Filipe

 

***Por Simão Rodrigues:  da Agência Inforpress***

São Filipe, 01 Mai. (Inforpress) – O pároco da recém-criada paróquia de São Paulo Apóstolo, em Palmarejo, na Cidade da Praia, João Augusto Martins, preside esta segunda-feira, 1, à cerimónia eucarística em honra ao patrono, São Filipe, no ano do centenário do desenterro da Bandeira.

Segundo apurou a Inforpress junto da irmã Carla, responsável pela ornamentação e preparação de toda a logística para a tradicional cerimónia eucarística que nesta época realiza-se no átrio da igreja matriz, dada a grande afluência das pessoas, tudo está praticamente concluído para a celebração.

Ainda que a cobertura do átrio já estivesse notória de algum tempo a esta parte, os  últimos retoques da ornamentação decorreram durante a noite, numa azáfama de alguns fiéis que dão as suas contribuições para garantir uma recepção a todos quanto são esperados.

Os trabalhos de preparação da procissão e da missa desta noite foram acompanhados da tão esperada luminária no adro da Igreja Matriz, na qual o pároco local, Lourenço Moreira, presidiu à cerimónia da costumada bênção da bandeira de São Filipe.

Com este ritual, fica tudo apostos para a realização das actividades religiosas de 1º de Maio que inicia por volta das 07:00 com o tradicional toque dos tamboreiros e aviso com o repicar de foguetes para a reunião dos cavaleiros.

O rito sucede-se a saída dos cavaleiros com a Bandeira para a “primeira corrida do dia”, pela cidade até à missa eucarística agendada para as 10:30 seguida da procissão por algumas das artérias da zona baixa da cidade, a qual tem como grandes atracções não só a imagem do Patrono, como a cavalhada, os tamboreiros e as coladeras.

Á tarde é reservada a cavalhada e passagem da bandeira em cerimónia que se realiza no alto São Pedro, onde será feita a passagem de testemunho, isto é, a tomada da bandeira pelo novo festeiro, o São Filipe 2018.

As actividades deste dia, em que o religioso se confunde com o profano, terminam à noite com o último dia do festival na emblemática Praça do Presídio, onde o agrupamento musical “Bulimundo” tem sobre os ombros a incumbência de encerrar o evento.

A anteceder o “show” deste agrupamento musical,  considerado como o grande obreiro e da  projecção do funaná orquestrado, sobem ao palco do Presídio interpretes como Éder Monteiro, e agrupamentos como  “Lito e Banda”, Santim e Banda e  Zé Rui e Banda.

Pode concluir-se que a ilha do Fogo e a cidade de São Filipe regista por estes dias a sua maior movimentação de sempre, dado ao número de festeiros, provenientes de vários cantos da diáspora, com particularidade dos Estados Unidos da América e, também do resto do país, essencialmente da capital.

Daí o natural  entrelace do inglês com o Djarfogo e com diversas variantes do crioulo, ou não fosse a ilha do Fogo conhecida pela sua emigração, sobretudo para os Estados Unidos da América ou migração, essencialmente para a ilha de Santiago.

Se é certo que a romaria de São Filipe continua a ser indubitavelmente a maior manifestação cultural de Cabo Verde, não é menos verdade que o Centenário teve as suas particularidades com a lotação das viagens aéreas e marítimas, o que faz com que as unidades hoteleiras e restaurações tornem-se pequeninas por estas alturas.

Palestras, workshops, homenagens, condecorações, exposições, “marchandises” dos mais diversos negócios são outras particularidades extensiva ao festival, com artistas para todos os gostos, numa praça onde o próprio Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, surpreende os festeiros, ao assistir um dos concertos,  por entre a multidão, em pleno Presídio.

De resto a ilha acolhe neste momento toda a máquina do Estado, desde o mais alto magistrado da Nação, passando pelo Chefe do Governo e diversos integrantes do executivo, a autarcas de diferentes municípios do país.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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