Pacote relativo a investimentos directos estrangeiros é de 2,2 biliões de euros – primeiro-ministro

 

Cidade da Praia, 25 de Mai (Inforpress) – Ulisses Correia e Silva considera que o primeiro ano do seu Governo foi marcado pela criação de “mais dinâmica” de crescimento e que, neste momento, o pacote relativo a investimentos directos estrangeiros é de 2,2 biliões de euros”.

Segundo ele, actualmente há uma maior procura externa em relação a Cabo Verde.

“Temos de ter agora a capacidade de transformar isto em projectos exequíveis e que tenham impacto no emprego e no crescimento”, precisou o chefe do Governo numa entrevista concedida esta quarta-feira, 24, à Rádio e Televisão de Cabo Verde para o balanço do primeiro ano do mandato do seu Governo.

“Estamos a trabalhar para introduzirmos mecanismos que permitam resolver o problema da maior parte dos nossos empresários que estão descapitalizados e têm problema de acesso ao financiamento”, garantiu o primeiro-ministro.

Nessa entrevista, o chefe do Governo admitiu, pela primeira vez, que vai haver despedimentos na TACV.

“Não posso dizer os números, mas vai haver despedimentos”, precisou, acrescentando que se trata de um processo que vai ser trabalhado com os sindicatos.

“Queremos acautelar para que as pessoas tenham várias saídas possíveis”, indicou Correia e Silva, apontando casos como indemnização, atribuição de linha de crédito para quem queira enveredar pela área do empreendedorismo com “taxa de juros bonificados” e garantia por parte do Tesouro.

“Não é nosso interesse que famílias e pessoas que viveram e têm o historial da companhia (TACV) fiquem desamparadas”, afirmou o chefe do Governo.

Instado por que razão não adoptou a mesma medida em relação aos trabalhadores do Novo Banco que foi resolvido pela entidade reguladora, explicou que está a ser acautelada a possibilidade de aqueles que têm capacidade e competência serem “acomodados na Administração (Pública)”.

LC/ZS

Inforpress/Fim

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