Os cabo-verdianos são tratados de acordo com a sua preferência político-partidária – Dirigente do PAICV

 

Cidade da Praia, 25 Abr (Inforpress) – O vice-presidente do grupo parlamentar do PAICV (oposição), Rui Semedo, disse hoje que os cabo-verdianos são tratados não de acordo com as suas competências, mas sim segundo a sua preferência político-partidária.

Foi com estas palavras que o grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde deu mote ao debate sobre a democracia e transparência agendado a seu pedido.

Segundo o porta-voz do grupo parlamentar tambarina, neste momento assiste-se a uma “massiva substituição” de administradores e gestores públicos.

Para Rui Semedo, nessa onda de substituições, nem os directores e gestores das escolas “foram poupados”, os quais, segundo ele, escolhidos com base em “critérios objectivos e com apoio dos professores”.

Disse ainda que há “despedimentos na administração e nas câmaras municipais por razões de ordem política”.

“As nomeações assentem em critérios puramente partidários, de base puramente familiar, na linha de um nepotismo clássico ao mesmo tempo que se levanta bem alto a bandeira de despartidarização e camuflar as práticas vergonhosas”, declarou o deputado, lembrando ao ministro das Finanças e Administração Pública que, ao contrário do que prometeu, ainda não levou ao Parlamento a lei de concursos públicos para os cargos de dirigentes na administração pública.

Por sua vez, o governante assumiu o atraso e justificou que foi uma “decisão pensada”.

“Era nossa intenção apresentar a lei sobre os concursos públicos”, reconheceu o ministro, esclarecendo que os concursos estão a ser aplicados, excepto em relação a directores gerais, com base em normais em vigor.

“Estamos em parceria com o Centro de Excelência das Nações Unidas e Singapura, que é o topo em matéria de administração pública, que está a assessorar o Governo no sentido de se formatar uma administração publica de excelência”, precisou Olavo Correia, acrescentando que o executivo foi aconselhado a não levar ao Parlamento um “projecto solto” apenas sobre o recrutamento.

Reiterou que o Governo defende “transparência” para que os cidadãos possam ter a possibilidade de “controlar os actos públicos”.

“Entendemos que temos a obrigação de prestar contas dos resultados obtidos e tudo estamos a fazer para criarmos um portal de transparência, onde todas as informações serão concentradas para que todos possam aceder”, concluiu Olavo Correia.

LC/JMV

Inforpress/Fim

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