Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Orlando Pantera é homem do futuro que precisa ser mais conhecido e debatido – Princesito

Cidade da Praia, 03 Mar (Inforpress) – O músico e compositor Princesito destacou hoje a influencia e o contributo de Orlando Pantera na promoção e desenvolvimento da cultura cabo-verdiana, afirmando que ele é homem do futuro que precisa ser mais conhecido e debatido.

Princesito, de nome de baptismo, Carlos Alberto Sousa Mendes, fez estas declarações à Inforpress, à margem de uma conversa aberta “Batuku e influência de Pantera no género musical; Tradução de letras e expressões das suas músicas”, realizada hoje a tarde, no Palácio Ildo Lobo, na Cidade da Praia.

O evento, segundo avançou, visa abordar Orlando Pantera nas suas vertentes impopulares, isto porque realçou, Orlando Pantera, falecido a 01 de Março de 2001, influenciou as pessoas que consumiam a sua arte e tem várias dimensões que pouca gente conhece.

“Pantera influenciou pessoas que consomem ou consumiam a sua arte, os mais jovens. Pantera criou um estilo próprio de tocar o batuku, o dedilhar, a forma como tocava, então ele é influenciado pelas coisas nossas como tabanca, funaná, ladainha, finançon e não só”, referiu, considerando Orlando Pantera um “artista eclético e transversal que marcou e continuará a marcar gerações”.

Entretanto realçou, que 20 anos após a sua morte, Orlando Pantera e a sua obra ainda não foi estudado, porque sustentou, é um homem do futuro e Cabo Verde tem se debruçado ainda sobre coisas óbvias.

“Pantera é um pouco fora de caixa, fez coisas que ninguém fazia ou eram muito pouco valorizadas. É neste sentido, que começou a fazer letras incríveis, as músicas dele parecem filmes porque ele é actor e autor no palco, uma espécie de coisa rara”, declarou, salientando, que Orlando Pantera contribuiu para a elevação e enriquecimento dos géneros tradicionais em Cabo Verde.

Por outro lado, Princesito asseverou que a continuidade da obra do falecido Orlando Pantera irá depender do lugar que ocupa na sociedade cabo-verdiana, advogando, neste contexto, a importância de se debater Pantera no seu todo e trazer à tona os seus valores e as descobertas que fez.

Reforçou, neste sentido, a necessidade de valorização do seu legado e atribuir ao Pantera as qualidades que possuía enquanto artista, apontando, no entanto, que essa valorização irá depender do engajamento de todos os cabo-verdianos.

“É preciso descobrimos Pantera que ainda não descobrimos, o Pantera veio ter connosco, deixou-nos as coisas e nós não pegamos nelas, e é isso que falta, pegar nas coisas de Pantera dissecar e colocar no seu devido lugar, em livros, antologias poéticas e musicais, fazer referência”, sugeriu, sublinhando que caso estivesse vivo, Pantera seria uma dádiva, a cereja sobre o maior bolo cultural cabo-verdiano.

Orlando Monteiro Barreto “Pantera” nasceu em São Lourenço dos Órgãos, 01 de Novembro de 1967, mais conhecido como Orlando Pantera, foi um músico, cantor e compositor cabo-verdiano.

Três dos seus temas foram gravados no álbum “Porton d’nôs Ilha” do grupo “Os Tubarões. Ainda no início dos anos 1990, fez parte de diversos grupos musicais como os Pentágono, Quinteto Capeverdeans Jazz Band e Arkor. Foi autor de uma série de composições que lhe valeram a nomeação como Compositor do Ano em 1993.

Em 2000 venceu o Prémio de “Revelação” no Festival Sete Sóis Sete Luas, na ilha de Santo Antão. Faleceu aos 33 anos, a 01 de Março de 2001, vítima de uma pancreatite aguda quando preparava-se para gravar seu primeiro CD “Lapidu na bô”.

CM/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos