Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Organismos africanos e das Nações Unidas pedem financiamento para suportar efeitos das mudanças climáticas

Santa Maria, 15 Set (Inforpress) – A união de vozes dos países africanos e a necessidade de financiamento para suportar os efeitos das mudanças climáticas foram defendidas pelos organismos africanos e das Nações Unidas que participam 9ª conferência sobre as Mudanças Climáticas em África.

Na abertura do evento que acontece em Santa Maria, ilha do Sal, a comissária da Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável (ARBE) e representante da Comissão da União Africana, Amb Josefa L. Sacko, sublinhou que “a pandemia da covid-19 veio exacerbar as vulnerabilidades” do continente africano.

Explicou que a comissão está a “trabalhar na implementação de vários projectos para suportar essas mudanças, mas defendeu que para construir o Plano de Governação para as Mudanças Climáticas é preciso ter os pontos de vista de todos os governantes dos países participantes da conferência”.

 A subsecretária Geral das Nações Unidas e Secretária Executiva para a Comissão Económica em África, Vera Songwe, afirmou que a 9ª Conferência sobre as Mudanças Climáticas em África “é oportuna para que os países possam falar em uma única voz”.

A mesma disse esperar que “depois dessa reunião, os países, principalmente os Pequenos Estados Insulares como Cabo Verde, possam definir acções para enfrentar as mudanças climáticas, não como reclamantes, mas sim como proponentes de soluções.”

Por sua vez, o representante do Banco Africano de Desenvolvimento, Al-Hamdou Dorsuma, afirmou que “é preciso uma acção colectiva”, diante do “impacto que as mudanças climáticas têm na vida das pessoas”.

Lembrou que o BAD tem ajudado os países membros a suportar os desafios através de financiamento de projectos, principalmente após a pandemia da covid-19, mas lembrou que a “África não pode sozinha suportar esses desafios”.

 A este propósito recordou que, “na Conferência de Paris, ficou estipulado que deveriam ser disponibilizados 100 bilhões de dólares, por ano, para enfrentar as mudanças climáticas, com impactos no continente africano, até 2020, mas ainda não foi concretizado”.

A abertura da 9ª conferência sobre as Mudanças Climáticas em África foi presidida pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

CD/DR

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos