Ordem dos Médicos diz-se “estupefacta” com a notícia sobre casos de processo disciplinar na classe

Cidade da Praia, 27 (Inforpress) – A Ordem dos Médicos Caboverdeanos (OMC) manifestou-se hoje “estupefacta” por ter tomado conhecimento através da imprensa, esta terça-feira, 26, sobre os inquéritos em curso referentes a casos de óbitos, passíveis de desembocar em processos disciplinares.

Em nota e imprensa enviada à Inforpress, a Ordem refere que “em nenhum momento foi informada de qualquer óbito ocorrido no país por negligência médica hospitalar” durante o período mencionado na peça jornalística, da mesma forma que manifesta seu “total desconhecimento” dos alegados 16 processos disciplinares que podem vir a ser instaurados.

De acordo com a Ordem, a notícia em apreço, que cita fontes ligadas ao conselho de administração (CA) da ERIS – Entidade Reguladora Independente de Saúde -, cujos elementos estiveram em audição esta terça-feira na Comissão Especializada Parlamentar, “deixa a classe médica surpresa e estupefacta e a sociedade cabo-verdiana desinformada sobre a capacidade, celeridade e seriedade da actividade médica em Cabo Verde”.

A Ordem dos Médicos Caboverdeanos fez questão de lembrar ainda, que dispõe de duas Comissões Regionais de Disciplina, uma para Barlavento e outra pra Sotavento, um Conselho Nacional de Disciplina e uma Comissão Especializada de Ética e Deontologia, que estão habilitados para averiguar situações de incumprimento por parte da classe médica e para definir consequentes sanções se tal for aplicável.

Em declarações esta terça-feira na Comissão Especializada Parlamentar, a administradora indigitada para o CA da ERIS, Íris Vasconcelos Matos avançou que “vários processos, desde inspecções, auditorias, inquéritos, que ultrapassam mais de 24 acções” estão sendo analisados neste momento, e que “há possibilidade de serem instaurados cerca de 16 processos disciplinares no tocante aos inquéritos específicos para casos de óbitos”.

No entanto, instada pela deputada Ana Paula Santos – em representação do PAICV na Comissão Especializada -, a esclarecer as circunstâncias desses casos, a administradora da ERIS escusou-se a entrar em pormenores.

Inforpress/Fim

 

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