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Orçamento Geral do Estado para 2022 é o mais “desafiante” na história de Cabo Verde – MpD

Cidade da Praia, 17 Nov (Inforpress) – O líder do grupo parlamentar do MpD, João Gomes, disse hoje, na Cidade da Praia, que a proposta do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2022 é o mais “desafiante” na história de Cabo Verde independente.

A afirmação foi feita na abertura da Jornada Aberta sobre o OGE para 2022, realizada pelo grupo parlamentar do Movimento para Democracia, que contou com a apresentação do vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia.

“Este Orçamento do Estado para 2022 é apresentado num contexto fortemente marcado pela pandemia da covid-19 e com impacto sobre a saúde, a segurança sanitária, o crescimento económico, o emprego, o rendimento e as finanças públicas”, notou João Gomes, frisando que os impactos económicos estão a provocar a “maior” recessão económica no mundo desde a Grande Depressão.

“É neste contexto que o nosso país se encontra, agravado pela nova crise energética, com a subida generalizada dos preços. É neste cenário que o Governo vai apresentar ao parlamento o OGE para a sua discussão e aprovação”, justificou o líder parlamentar do MpD, considerando que se trata do Orçamento “mais desafiante” de Cabo Verde como país independente.

No entanto, João Gomes lembrou que antes da crise económica, em 2019, o país tinha uma economia a crescer cerca de seis por cento (%), num quadro de estabilidade macro-económica e com o défice orçamental inferior a 12 %.

“A dívida pública estava em redução, a inflação era baixa, com reservas externas correspondentes a sete meses de importação e um ambiente de negócios de muita confiança”, acrescentou.

João Gomes alertou, contudo, que as projecções do Fundo Monetário Internacional (FMI) não são “animadoras” para os países africanos, “em especial aos dependentes do turismo”.

Por isso, avançou que o desempenho das finanças públicas neste cenário de maior crise de Cabo Verde independente “o país teve que interromper a tendência do défice e da dívida pública, “devido à baixa da actividade económica provocada pela covid-19.

“ O défice em 2021 deverá situar-se em 13,7 % do Produto Interno Bruto (PIB), por isso a dívida pública que aumentou de 124% do PIB em 2019 para 155,2 % em 2020, deverá atingir 158,6 % em 2021″, explicou.

Na apresentação do Orçamento OE PARA 2002, Olavo Correia informou que o documento assenta em três “linhas fundamentais”, designadamente continuar a ter “sucesso” no plano sanitário, garantir a recuperação económica e manter a preocupação com a inclusão social.

O ministro das Finanças considerou este Orçamento um “misto “da transição da crise e a retoma económica, apelando, por isso, a um espírito de solidariedade nacional e intrageracional por esta crise ser “transitória” e por o potencial da economia cabo-verdiana estar “latente”.

O Orçamento do Estado de Cabo Verde para 2022 é de 73 mil milhões de escudos cabo-verdianos (662 milhões de euros), representando uma redução de 2% em relação ao actualmente em vigor, e prevê um crescimento até 6%, para fazer a ponte entre a pandemia e a retoma económica, conforme dados apresentados anteriormente pelo vice-primeiro-ministro.

OM/JMV
Inforpress/Fim

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