Operação Zorro: Inglês inocenta brasileiros que cumpriram 18 meses de prisão em São Vicente

Cidade da Praia, 22 Abr (Inforpress) – O inglês Robert James Delbos, suspeito de ser um dos responsáveis por colocar uma tonelada de cocaína no barco apreendido com velejadores brasileiros, no Mindelo, em Agosto de 2017, disse que estes não sabiam da droga.

Segundo informações avançadas no domingo, 21, pelo online brasileiro Globo 1 (G1), tais declarações foram feitas à polícia brasileira por Robert James Delbos, que foi preso na Espanha em Junho de 2018 por ordem da Justiça brasileira, foi extraditado para Salvador, Bahia, na quinta-feira, 11.

Ouvido pela polícia brasileira, noticiou o G1, o inglês afirmou que que os brasileiros, que ficaram presos por 18 meses na Cadeia Central de São Vicente, por tráfico internacional, “não sabiam que a droga estava na embarcação e que são inocentes”

O suspeito avançou ainda que há muitos anos conhece o também inglês George Eduard Soul, conhecido como George Fox, que seria o dono do veleiro e responsável pela carga de cocaína.

“Ele afirmou que foi contratado por Fox para fazer uma reforma na embarcação e que não sabia que a obra seria para esconder a droga”, noticiou o G1.

O caso deu-se em Agosto de 2017 quando a Polícia Judiciária (PJ) apreendeu, na Marina do Mindelo, 1.157 quilogramas de cocaína, escondidos no veleiro RichHarvest e tripulado pelos três brasileiros e o capitão francês, Olivier Thomas.

Três dos quatro tripulantes, Daniel Guerra, Rodrigo Dantas e Olivier Thomas teriam sido contratados por uma agência de recrutamento de tripulação, denominada “The Yacht Delivery Company”, com sede na Holanda, para transportarem um veleiro de 72 pés, de bandeira inglesa, na rota Natal (Brasil) – Madeira (Portugal).

Daniel Dantas seria chamado mais tarde para integrar a tripulação e os três brasileiros, movidos pelo sonho de realizarem a travessia do Atlântico e adquirirem experiência (milhas navegadas).

Continuam a sustentar que “não tinham conhecimento” da droga que foi encontrada a bordo do iate na Marina do Porto Grande do Mindelo, até porque a embarcação tinha sido alvo de uma inspecção por parte da Polícia Federal brasileira, antes de zarpar o porto de Salvador (Brasil).

No entanto, os quatro receberam ordem de soltura no passado dia 07 de Fevereiro, dias depois de o Tribunal da Relação do Mindelo, para onde tinham recorrido, ter procedido à anulação da sentença proferida em primeira instância, em Março de 2018, e marcação de novo julgamento, mas agora com a audição de testemunhas brasileiras arroladas pela defesa, e que não foram ouvidas durante o primeiro julgamento.

Com a soltura, o tribunal decretou novas medidas de coação que passavam por termo de identidade e residência, sem a obrigatoriedade de apresentação periódica às autoridades, pelo que, desde que autorizados por um juiz, podiam viajar.

E foi o que fizeram, regressando ao Brasil, onde vão aguardar, sob termo de identidade e residência, os trâmites ulteriores que vão desembocar num novo julgamento, em São Vicente.

GSF/AA

Inforpress/Fim

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