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Formação: Onze artesãos recebem certificados na área de literacia digital

Cidade da Praia, 10 Set (Inforpress) – Onze artesãos cabo-verdianos receberam, hoje, na Cidade da Praia, certificados na área de literacia digital, no âmbito do projeto “Artcraft – Digital Literacy”, que pretende capacitar 40 artesãos.

O projecto “Artcraft – Digital Literacy” é fruto de uma parceria entre o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (PNUD), através do Accelerator Lab Cabo Verde e o Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design – CNAD, instituto tutelado pelo Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

As atividades estão a decorrer em São Vicente e Santiago, com artesãos residentes, mas também provenientes das outras ilhas, adiantou o presidente da CNAD, Irlando Ferreira, sublinhando que o objectivo desta acção é dotar os artesãos de ferramentas, no sentido de estarem “mais” preparados para a utilização das linguagens digitais.

“É por isso que se chama literacia digital, que consiste em trazer outras ferramentas para que os artesãos consigam fazer, por exemplo, vendas online, nas plataformas digitais e nas redes sociais. E, para quando estiverem a publicar uma imagem do seu trabalho, consigam tirar uma imagem com mais qualidade possível, porque normalmente assim terão mais sucesso do ponto de vista de venda”, frisou Ferreira.

Face à atual situação de contingência, os artesãos foram divididos em dois grupos tanto para a formação em São Vicente, quanto em Santiago, pelo que o segundo grupo está previsto para 14 a 17 setembro, das 09:00 às 13:00.

Um aspecto fundamental, segundo este responsável, foi de terem tentado ter a representação de artesãos de todas as ilhas, tendo avançado que até agora já foram criadas 11 lojas online.

De acordo com o presidente da CNAD, os critérios usados para a seleção dos artesãos foram a inscrição para reconhecimento profissional do artesão, na plataforma digital do SIArt – Sistema Integrado do Artesanato, a idade e o género.

“Priorizou-se os artesãos mais jovens e também a classe feminina, que se deve ter em conta, para que não haja desequilíbrio e também a participação ao máximo de artesãos de todas as ilhas foram estes critérios para que pudéssemos ser os mais justos possíveis, porque sabemos que há limitação orçamental (…)”, precisou Irlando Ferreira.

Por seu turno, em representação dos artesãos certificados, Maísa da Graça, da ilha da Boa Vista, dona da marca Bii Design, disse que a formação é uma mais-valia para a classe, uma vez que aprenderam muitas coisas que ainda desconheciam.

Segundo ela, estão munidas de técnicas que auxiliarão nas suas vendas tanto aqui em Cabo Verde como na diáspora.

TC/JMV
Inforpress/Fim

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