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ONU junta a lista negra 15 pessoas e quatro entidades ligadas à Coreia do Norte

 

Nações Unidas, Nova Iorque, 03 Jun (Inforpress) – O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na sexta-feira, por unanimidade, a junção a uma lista negra de 15 pessoas e quatro entidades ligadas ao programa de mísseis norte coreanos.

Contudo, a China opôs-se a novas e severas sanções propostas pelos Estados Unidos.

Os EUA e seus aliados estão em desacordo com a China e a Rússia sobre como controlar o programa de mísseis balísticos da Coreia do Norte, que Pyongyang diz visar desenvolver um míssil de longo alcance capaz de chegar aos Estados Unidos com uma ogiva nuclear.

Num discurso após a votação, a embaixadora dos EUA, Nikki Haley, disse que “o Conselho de Segurança está a enviar uma mensagem clara à Coreia do Norte: ‘Pare de disparar mísseis balísticos ou enfrentará as consequências'”.

Hailey referiu que os Estados Unidos querem uma solução negociada para o programa nuclear da Coreia do Norte sem procurar mudanças de regime e reiterou que “todas as opções para responder a futuras provocações permanecem na mesa”.

A embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas exortou todos os países a romperem os laços diplomáticos com a Coreia do Norte, parar o comércio ilegal e cortar o financiamento para os programas nucleares e de mísseis do país.

“Além das consequências diplomáticas e financeiras, os Estados Unidos continuam preparados para contrariar a agressão norte-coreana por outros meios, se necessário”, disse ela.

Em contraste, o embaixador da China, Liu Jieyi, sublinhou que a resolução reiterou a importância de manter a paz e a segurança na península coreana e no nordeste da Ásia e expressou o compromisso do Conselho com uma solução diplomática e política pacífica.

A situação actual na península é complexa e sensível”, disse.

Liu referiu ainda que a China convidava todas as partes a implementar a resolução e “esforçar-se por uma solução pacífica da questão nuclear” ao fortalecer os esforços para desnuclearizar a península coreana e promover a paz e o diálogo.

O vice-embaixador da Rússia, Vladimir Safronkov, cujo país faz fronteira com a Coreia do Norte, disse que a lógica do confronto está repleta de consequências desastrosas para a Península da Coreia e para a região como um todo.

Sem nomear os Estados Unidos, mas claramente referindo-se à administração Trump, Safronkov também advertiu: “Alguns dizem que vão falar, mas sob certas condições. Se falamos um ao outro em linguagem de ultimatos, nunca avançaremos desse ponto”.

Antes do voto de sexta-feira, a lista negra de sanções da Coreia do Norte nomeava 39 indivíduos e 42 entidades e grupos sujeitos a sanções.

Lusa/Fim

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