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ONU adverte que devido à crise climática o planeta está “à beira do abismo”

Berlim, 06 Mai (Inforpress) – O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje que devido à crise climática o planeta está “à beira do abismo”, numa mensagem enviada a um fórum sobre as alterações climáticas organizado pelo Governo alemão.

“Mesmo com os compromissos actuais, ainda caminhamos para um desastroso aumento de 2,4 graus na temperatura até ao final do século. Estamos à beira do abismo”, declarou Guterres.

No entanto, Guterres indicou que ainda é possível evitar os piores impactos das alterações climáticas, se houver cooperação e se a recuperação após a pandemia do novo coronavírus for aproveitada para entrar “num caminho mais limpo e verde”.

“Isso permitirá que os países desenvolvidos e em desenvolvimento se mobilizem para reduzir as suas emissões a zero até a metade do século e criar resiliência às mudanças que virão”, disse.

Guterres vê alguns sinais encorajadores, como os países que respondem por 68% da economia global e 61% das emissões comprometerem-se a alcançar em meados do século o fim das emissões de efeito estufa.

No entanto, o secretário-geral da ONU disse que é ainda mais necessário caminhar para essa meta, sendo que até 2030 as emissões precisam ser reduzidas em 45%, em relação aos níveis de 2010, para atingir a meta de emissões zero em 2050.

Entre as prioridades para atingir esse objectivo, Guterres mencionou o abandono do carvão, o mais tardar em 2030 pelos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e até 2040 para todo o mundo.

Além disso, Guterres enfatizou que a mudança para a energia renovável deve ser uma “transição justa, envolvendo governos locais, sindicatos e o sector privado para apoiar as comunidades afectadas e gerar empregos verdes”.

“Já não podemos permitir-nos uma grande infra-estrutura de combustível fóssil em lugar nenhum. Os investimentos nela só agravam a situação e nem são lucrativos”, sublinhou.

Seis meses antes da próxima conferência sobre o clima, Guterres disse que os países desenvolvidos devem cumprir sua antiga promessa de fornecer cerca de 83 mil milhões de euros para acções climáticas nos países em desenvolvimento.

“A próxima cimeira do G7 é um momento crucial. Apelo aos líderes do G7 para assumirem a liderança, seguidos por outros países desenvolvidos, para fazer promessas substanciais de financiamento para os próximos cinco anos”, disse sobre a reunião do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Reino Unido) em Junho, na Inglaterra.

“Para alguns, isso significa pelo menos dobrar seus compromissos climáticos mais recentes”, acrescentou.

Inforpress/Lusa

Fim

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