Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

ONG palestinianas declaradas terroristas por Israel pedem apoio internacional

Jerusalém, 23 Out (Inforpress) – As seis organizações não-governamentais (ONG) palestinianas declaradas terroristas por Israel na sexta-feira pediram hoje à comunidade internacional que se pronuncie contra a medida, que consideram “repressiva e intimidatória”, e exigiram às autoridades israelitas a respectiva revogação.

Num comunicado assinado por mais de uma centena de organizações da sociedade civil palestiniana, incluindo as seis declaradas terroristas, é denunciada uma “tentativa nefasta e sem precedentes” de Israel de as silenciar e de as criminalizar, alertando-se também para o “risco de perigo iminente” para os respectivos trabalhadores. 

As ONG alertaram para a “sistemática campanha” de Israel que, durante anos, bloqueou o trabalho de documentação sobre direitos humanos e de cooperação das organizações com congéneres internacionais e com as Nações Unidas. 

Com base nisso, pediram que a comunidade internacional exija também a revogação da designação desses grupos como terroristas, exorte as autoridades israelitas a parar as políticas ilegais de intimidação e assédio contra a sociedade civil palestiniana, condene o uso ilegal da lei israelita nos territórios palestinos ocupados e expresse publicamente o não reconhecimento internacional desta medida, que descreveram como “um acto de ‘apartheid’” (segregação racial).

Na sexta-feira, o Governo israelita anunciou ter incluído na lista de “organizações terroristas” seis ONG palestinianas acusadas de ligação à Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP), uma decisão imediatamente criticada por defensores dos direitos humanos.

O Estado hebreu, tal como a União Europeia (UE), considera há anos a FPLP (grupo armado de linha marxista) uma organização terrorista, tendo detido nos últimos anos numerosas personalidades ligadas ao movimento, que tem um braço político.

Nesse sentido, o Ministério da Defesa israelita anunciou ter colocado na lista negra organizações de defesa dos direitos humanos Al-Haq e Addammer, por ligações à FPLP, bem como a União de Comités de Mulheres Palestinianas, o Centro de Investigação e Desenvolvimento Bisan, a União de Comités de Trabalho Agrícola e a Defesa Internacional da Infância – Palestina.

“Estas organizações fazem parte de uma rede que, sob a cobertura de actividades internacionais, dependem da FPLP para apoiar os seus objectivos e promover as suas actividades”, refere um comunicado do gabinete do ministro da Defesa, Benny Gantz, salientando que “a direcção da FPLP apela à destruição de Israel através de atos terroristas”.

Segundo Gantz, “estas organizações beneficiam de ajudas de Estados europeus e de organizações internacionais obtidas de modo fraudulento”.

O dinheiro “permite à FPLP financiar as famílias dos terroristas e dos autores de atentados, pagar salários aos seus membros, reforçar as suas atividades terroristas e difundir a sua ideologia”, adianta, apelando à comunidade internacional para “cortar todos os contactos com associações e organização que apoiam o terrorismo”.

A decisão proíbe as atividades das seis organizações, autoriza as autoridades israelitas a fechar os respetivos escritórios, confiscar bens e prender os seus membros. Proíbe ainda o financiamento ou mesmo manifestações públicas em apoio às suas actividades.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Autoridade Palestiniana classificou a decisão de “escandalosa”, considerando que representa a última medida “de uma campanha sistemática e implacável contra as organizações da sociedade civil palestiniana e os principais defensores dos direitos humanos”.

Num comunicado conjunto, a Amnistia Internacional e a Human Rights Watch denunciaram uma decisão “excessiva”, “injusta” e “preocupante” que “ameaça” o trabalho de algumas das mais “importantes” ONG palestinianas.

Inforpress/Lusa

Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos