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ONG moçambicana diz que líder guerrilheiro abatido era ameaça à segurança

Maputo, 12 Out (Inforpress) – O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD, sigla em inglês), uma organização não-governamental moçambicana, considerou hoje que Mariano Nhongo, líder da Junta Militar da Renamo, morto pelas forças governamentais, era uma ameaça à segurança e teve um fim esperado.

“Face à sua resistência em integrar no processo de DDR [Desarmamento, Desmobilização e Reintegração] e o facto de não ter valorizado as tréguas militares, ter-se mostrado pouco aberto ao diálogo, bem como a ameaça que constituía para a segurança de pessoas e bens na região centro do país, havia poucas possibilidades para um final diferente”, refere o IMD, em comunicado.

A organização assinala que há mais de dois anos que as entidades do Governo e vários actores da sociedade procuraram aproximar-se de Mariano Nhongo e encorajá-lo a fazer parte do processo do DDR, mas os apelos não tiveram acolhimento por parte do líder da Junta Militar, uma dissidência armada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição.

Mariano Nhongo, continua a nota, insistia em seguir a via de ameaças e ataques militares.

“As acções da Junta Militar, liderada por Mariano Nhongo, têm limitado os benefícios da paz para as comunidades directa e indirectamente afectadas [pela violência armada na região centro]”, indica o IMD.

A organização observa que os líderes da junta colocaram-se numa situação de vulnerabilidade e seguiram para “um fim trágico” por protagonizarem ataques militares contra alvos civis, causando mortes, limitação da livre circulação de pessoas e bens e destruição de património público e privado.

“Para o IMD, a morte de Mariano Nhongo fragiliza ainda mais a Junta Militar e abre caminhos para a estabilidade da zona centro do país”, nota o comunicado.

O IMD apela ao Governo para ajudar a mobilizar os membros da Junta Militar da Renamo a abandonarem a violência e aderirem ao processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR) de guerrilheiros da Renamo, decorrente do acordo de paz de Agosto de 2019.

“Apesar de a morte de Mariano Nhongo representar um passo importante para a segurança na região centro do país, o IMD chama a atenção para o cumprimento rigoroso do processo de DDR de modo a mobilizar os receosos a fazerem parte do processo”, refere-se no comunicado.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) anunciou na segunda-feira ter abatido Mariano Nhongo, líder de um grupo de guerrilheiros dissidentes da Renamo, numa mata de Cheringoma, província de Sofala, centro do país, depois de ele e outros terem disparado contra uma patrulha, desencadeando uma troca de tiros que lhe seria fatal.

A autoproclamada Junta Militar da Renamo tem contestado a liderança do partido e os termos do processo de desarmamento.

Apesar de várias tentativas de diálogo, algumas delas anunciadas por Mirko Manzoni, representante pessoal do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, nunca houve um entendimento.

O grupo tem protagonizado ataques armados no centro de Moçambique que já provocaram a morte de 30 pessoas.​​​​​​​

Inforpress/Lusa

Fim

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