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OMS insta autoridades a criarem condições para aumentar a colheita de sangue de doadores voluntários

Cidade da Praia, 14 Jun (Inforpress) – O representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Cabo Verde, Hernando Agudelo, exortou hoje as autoridades cabo-verdianas a criarem estruturas necessárias para aumentar a colheita de sangue de doadores voluntários.

“Exorto o Governo que, em colaboração com as associações de doadores de sangue e organizações não-governamentais, criem sistemas e estruturas necessárias para aumentar a colheita de sangue de doadores voluntários”, disse.

Hernando Agudelo falava na abertura do seminário sobre “a importância da doação de sangue”, promovido pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) em parceria com o Programa Nacional de Segurança Transfusional, para assinalar o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Este ano, adiantou, a OMS escolheu o lema “Doe sangue para que o coração do mundo continue a bater” como forma de sensibilizar as populações para a necessidade do sangue e complementos sanguíneos seguros.

Conforme indicou, este dia representa também a oportunidade de agradecer e expressar a gratidão a todos os doadores voluntários e não remunerados por este gesto altruísta que permite salvar vidas.

Hernando Agudelo salientou que o sangue pode ser guardado por um período limitado de tempo, pelo que a recepção regular de sangue oferece um meio eficaz de garantir a disponibilidade de componentes sanguíneos de qualidade.

Devido à pandemia de covid-19, ao longo do último ano as reservas de sangue diminuíram na região africana, uma vez que as restrições de liberdade de circulação e os receios de infecção impediram as pessoas de acederam aos locais de doação de sangue.

“A taxa média de dádiva de sangue diminuiu 17%, a frequência de campanha de doação de sangue diminuiu 25%. A procura de sangue diminuiu 13% com a suspensão de cirurgias de rotinas em alguns países e a redução da procura de cuidados nas unidades de saúde”, indicou.

Contudo, o representante da OMS realçou que mesmo durante a pandemia muitos doadores fizeram esforços extraordinários em muitos países para continuar a doar sangue.

Igualmente, várias campanhas de sensibilização foram levadas a cabo com o apoio de associações de doadores, das organizações de sociedade civil, e das forças de segurança que permitiram recrutar um bom número de voluntários em muitos países africanos.

A OMS, conforme adiantou Hernando Agudelo, está a colaborar com várias partes interessadas para aumentar o acesso a produtos sanguíneos de qualidade.

“Criamos uma parceria com a Coalizão de Sangue para África para levar a cabo a iniciativa que conta com a participação das primeiras-damas de África e do sector privado. Trata-se do programa “sangue seguro”, financiado pelos Institutos de Saúde dos EUA”, exemplificou.

Adiantou ainda que em parceria com o Facebook foi criado uma funcionalidade de doação de sangue na região africana que coloca doadores em contacto com os bancos de sangue próximos.

“A ferramenta está disponível em 12 países e conta com mais de 3,8 milhões de utilizadores que se inscreveram para serem notificados sobre a oportunidade de doação de sangue. Queremos incentivar mais jovens a dar sangue para salvar vidas e a inspirar os amigos e familiares a fazer o mesmo”, disse adiantando que qualquer jovem com mais de 18 anos pode salvar vidas ao doar sangue.

MJB/CP

Inforpress/fim 

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