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OMS apela a maior sensibilização para os efeitos nocivos do tabaco

Cidade da Praia, 31 Mai (Inforpress) – A directora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para África apelou a uma maior sensibilização para os efeitos nocivos do tabagismo salientando que muitas pessoas desconhecem que o tabaco é uma das principais causadoras de doenças cardíacas.

Na sua mensagem alusiva ao Dia Mundial Sem Tabaco, que se assinala esta quinta-feira, 31 de Maio, Matshidiso Moeti disse que apesar de existirem medidas e intervenções para travar o caudal de doenças relacionadas com o tabaco é preciso fazer mais para consciencializar as pessoas para os perigos associados ao tabagismo.

Lembrou que o tema deste ano “O tabaco e as doenças cardíacas” incide no tabagismo enquanto factor de risco fundamental para o desenvolvimento de doenças cardíacas e outras relacionadas incluindo o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Segundo a responsável, a epidemia do tabagismo constitui uma das maiores ameaças de saúde pública a nível mundial e mata mais de sete milhões de pessoas por ano.

Dados da OMS revelam que o tabaco e a exposição ao fumo passivo contribuem para cerca de 12 por cento (%) de todos os óbitos relacionados com doenças cardíacas.

A nível da região africana, cerca de 146.000 adultos com idade igual ou superior a 30 anos morrem anualmente de doenças relacionadas com o tabaco, e quando os fumadores morrem prematuramente durante os seus anos mais produtivos as famílias perdem o rendimento e o desenvolvimento económico é afectado de forma negativa.

Apesar de existirem medidas e intervenções para travar o caudal de doenças relacionadas com o tabaco, Matshidiso Moeti realçou a necessidade de aumentar a sensibilização para os efeitos nocivos do tabagismo.

Por outro lado, disse que é preciso haver uma “liderança robusta, empenho político e uma sociedade civil mais informada” para trabalhar em prol da promoção de políticas para a saúde do coração e o direito à saúde.

“O Dia Mundial Sem Tabaco é uma oportunidade para os governos e o público em geral tomarem medidas firmes. Hoje, lanço um apelo aos estados membros para implementarem as medidas que sabemos que poderão reforçar o controlo do tabagismo e que estão consagradas na Convenção-Quadro da OMS para a Luta Antitabágica”, afirmou.

De acordo com a OMS, as medidas eficazes para reduzir a procura do tabaco que pode ser conseguido num curto espaço de tempo e com um custo bastante razoável incluem o aumento dos impostos e do preço do tabaco, criação de locais de trabalho e espaços públicos interiores completamente sem fumo, instituir advertências contundentes e imagens gráficas sobre os perigos nos maços de tabaco, a proibição da publicidade, promoção e patrocínio do tabaco.

“Cada um de nós pode desempenhar um papel na promoção da saúde do coração, se comprometermos a não fumar, a ajudar outras pessoas a deixarem de fumar, proteger todos incluindo os membros das nossas famílias, trabalhadores e as crianças”, exortou.

AV/CP

Inforpress/Fim

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