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OMS alerta que consumo do tabaco em África tende a aumentar

Cidade da Praia, 31 (Inforpress) – A directora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, alertou hoje que o que consumo de tabaco em África tende a aumentar, defendendo que os defensores da saúde pública devem realizar acções contra a sua promoção.

Esta informação foi avançada pela directora regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), para África, Matshidiso Moeti, numa mensagem alusiva ao dia Mundial sem Tabaco, que se assinala, este ano, sob o lema “comprometer-se a deixar de fumar”, recordando que o tabaco mata metade dos seus consumidores.

Lembrou que o tabagismo tem efeitos nefastos em quase todos os órgãos do corpo humano e que o acto de fumar um único cigarro por dia pode prejudicar seriamente a saúde de uma pessoa.

Segundo esta responsável, cerca de 1,2 milhões de não fumadores morrem todos os anos devido à exposição ao fumo do tabaco e milhões de pessoas foram incentivadas a deixar de fumar durante a pandemia da covid-19, com base em dados científicos que demonstram que o tabagismo prejudica a função pulmonar e faz com que seja mais difícil, para o organismo, combater os coronavírus e outras doenças.

De acordo com a directora regional da OMS para a África, dos 1,3 mil milhões de fumadores a nível mundial, 60% expressaram o desejo de deixar de fumar, mas apenas 30% têm acesso às ferramentas que lhes permitem fazê-lo com sucesso, realçando que as soluções podem ajudar a combater esta lacuna.

“Mais de 75 milhões de pessoas na região africana consomem alguma forma de tabaco. É provável que este fardo aumente à medida que o poder de compra dos consumidores melhora, juntamente com os intensos esforços da indústria do tabaco para expandir o mercado africano”, asseverou, salientando que os defensores da saúde pública devem, portanto, levar a cabo campanhas contra a sua promoção, realçando os muitos riscos do consumo do tabaco.

Matshidiso Moeti informou, por outro lado, que a OMS está a apoiar os países na expansão de programas que ajudem as pessoas a deixar de fumar, sobretudo ao nível dos cuidados de saúde primários e das comunidades, indicando que neste momento 11 países oferecem serviços de apoio nas suas unidades de cuidados de saúde primários a quem quiser deixar de fumar.

“Os governos e as comunidades também devem permanecer atentos às tácticas empregues pela indústria do tabaco para atrair novos consumidores e incentivar as pessoas a consumirem tabaco, mesmo quando estão a tentar deixar de fumar. Produtos como cigarros electrónicos e saquetas de nicotina contêm substâncias altamente viciantes e não são estratégias recomendadas para reduzir o consumo de tabaco”, alertou.

A OMS, afiançou, continua empenhada em prestar assistência aos estados-membros de modo a que possam cumprir as suas obrigações de acordo com os termos da convenção-quadro da organização para a luta antitabágica, apelando aos governos para que melhorem o acesso aos serviços, utilizando uma combinação de abordagens, para promover a cessação tabágica e terapêuticas de substituição da nicotina.

“Juntos, apoiemos as pessoas com as ferramentas e os recursos necessários para que deixem definitivamente de fumar, diminuindo pela mesma ocasião a procura do tabaco. Estas iniciativas permitirão salvar vidas, realizar poupanças e criar sociedades mais saudáveis”, concluiu.

O Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado anualmente a 31 de Maio, com o objectivo de chamar a atenção para o malefício e os riscos para a saúde que o tabaco provoca. Alerta também para os perigos do tabagismo passivo e para o impacto que este pode ter na vida de cada um, principalmente nas mulheres grávidas e nos recém-nascidos.

CM/HF

Inforpress/Fim

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