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OMS África alerta para resistência à artemisinina um antimicrobiano utilizado no tratamento do paludismo

Cidade da Praia, 18 Nov (Inforpress) – A directora regional da OMS para a África alertou hoje, que um estudo recente mostra que na África, apesar da escassez de dados na região, está a surgir uma resistência à artemisinina, um antimicrobiano utilizado no tratamento do paludismo.

Matshidiso Moeti fez esse alerta na sua mensagem alusiva à Semana Mundial de Sensibilização para o Uso Consciente de Antimicrobianos 2020, que decorre de 18 a 24 de Novembro, à qual a Região Africana juntou-se no sentido de encorajar todas as pessoas a manipularem os antimicrobianos com cuidado e a unirem-se em prol da salvaguarda dos antimicrobianos.

“A resistência aos antimicrobianos surge quando medicamentos como os antibióticos e os antivirais deixam de funcionar como deveriam e, nalguns casos, deixam por completo de agir porque bactérias, parasitas, fungos e vírus se adaptam e já não respondem a esses fármacos”, acrescentou.

Ainda aquela responsável pela OMS em África, à escala mundial considera que um em cada dez medicamentos é de qualidade inferior ou falsificado, sendo a Região Africana a mais afectada do que outras zonas do globo.

Os antimicrobianos correspondem à classe de medicamentos que dão mais frequentemente aso a notificações, esses produtos de qualidade inferior são um factor-chave para a resistência aos antimicrobianos.

Estudos recentes sugerem que 72% dos doentes hospitalizados com covid-19 receberam antimicrobianos, mas só 8% apresentavam infecções que podem ser tratadas com medicamentos desse género.

A resistência aos antimicrobianos, explica no seu comunicado, é agravada pelo uso indevido e abusivo de antibióticos pelos seres humanos e nos animais de criação.

“A melhoria das questões relativas à água, ao saneamento e à higiene também tem uma importância fundamental na prevenção das doenças e para garantir que resíduos contaminados, que contêm micróbios resistentes, não entram nos sistemas alimentares, sejam eles humanos ou animais”, indica.

Segundo a OMS, seis países africanos aderiram ao Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos (GLASS) da OMS, elevando a participação regional a 27 países no total.

Na África, explicou, dez países criaram o seu sistema nacional de vigilância ao consumo de antimicrobianos e outros três actualizaram a sua lista de medicamentos essenciais, passando a incluir a categorização AwaRe1 que ajuda a classificar antibióticos com vista a assegurar uma utilização óptima.

A OMS, sublinha, está a trabalhar com três países para reforçar, ao abrigo do conceito “Uma Saúde”, a vigilância integrada da cadeia alimentar humana e das vertentes ambientais, e a trabalhar com cinco países para estabelecer políticas e programas nacionais de administração destinados a optimizar a utilização de antimicrobianos.

Face a isso, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, em parceria com a Organização Mundial da Saúde Animal, o CDC de África, o Gabinete inter-africano para os recursos animais da União Africana e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, estão a organizar a segunda campanha conjunta da Região Africana e a primeira campanha virtual no âmbito da Semana Mundial de Sensibilização para o Uso Consciente de Antimicrobianos.

Os profissionais de saúde, segundo a OMS, devem prescrever e administrar antibióticos quando são verdadeiramente necessários e podem limitar a propagação de infecções através de melhores práticas de higiene e saneamento.

A utilização indevida ou abusiva de antimicrobianos constitui um risco para todos, façamos então o nosso melhor para proteger estes medicamentos que permitem salvar vidas.

PC/ZS

Inforpress/Fim

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