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OLP exige investigação internacional ao vídeo de soldado a atingir palestiniano

Jerusalém, 10 Abr (Inforpress) – O secretário-geral da Organização de Libertação da Palestina, Saeb Erekat, apelou hoje à comunidade internacional para que investigue um vídeo no qual surge um franco-atirador israelita a disparar contra um palestiniano desarmado em Gaza.

“Um tal ódio e desprezo pela vida de um palestiniano é o reflexo da mentalidade cruel da ocupação militar de Israel e do impulso que tem a sua política sistemática de disparar a matar contra os civis palestinianos”, declarou em comunicado o responsável da OLP.

No vídeo, que se tornou viral desde segunda-feira, pode-se ouvir vários soldados a conversar sobre quando disparar, ouve-se um único tiro e vê-se depois o palestiniano a cair ao chão, muito perto da vedação que marca a fronteira entre Gaza e Israel.

O Exército israelita considerou hoje, após ter concluído uma investigação, que vai enviar as suas conclusões para o Gabinete Geral Militar, entidade encarregada da aplicação dos códigos de conduta.

O vídeo foi gravado a 22 de Dezembro de 2017, por um soldado que nem sequer fazia parte da unidade que abriu fogo e que estava destacada para acompanhar manifestações de protesto. O exército garantiu que estas manifestações foram “violentas”, uma vez que os manifestantes – disse – lançaram pedras e aproximaram-se da fronteira.

“Uma vez que nenhuma (das advertências) teve êxito, disparou-se uma única bala contra um dos palestinianos, suspeito de ter organizado e de liderar este incidente, enquanto este estava a poucos metros da vedação. Atingiu-o na perna e este ficou ferido”, indicou o Exército em comunicado.

“Quanto à gravação não autorizada de uma acção operacional, a distribuição do material e as declarações realizadas, devemos levar em conta que estas não se ajustam ao grau de contenção que se espera dos soldados. Em consequência, o comando lidará com elas”, acrescenta a mesma nota.

Por seu lado, o secretário-geral da OLP Erekat vê no vídeo um exemplo daquilo que considera ser “crimes de guerra” israelitas. Por isso mesmo, considera que o Tribunal Penal Internacional deve abrir uma investigação contra Israel.

O ministro da Defesa israelita, Avigdor Lieberman, afirmou hoje que o soldado que disparou sobre o palestiniano merece uma medalha.

“O ‘sniper’ deveria receber uma medalha e o [soldado] que filmou deveria ser despromovido”, declarou Lieberman aos jornalistas.

O vídeo foi divulgado num contexto de tensão na região, que aumentou desde que começou a “Marcha do Retorno”, a mobilização que reclama o direito ao retorno dos refugiados palestinianos e que prosseguirá, segundo os seus organizadores, até 15 de Maio.

A 30 de Março concentraram-se cerca de 30.000 pessoas junto da fronteira com Israel. A 31 de Março e 01 de Abril mais 20.000 fizeram o mesmo, em cinco pontos da Faixa de Gaza, onde se montaram simbólicos acampamentos permanentes e decorrem actividades durante a semana.

Depois do dia 30 de Março, durante o qual 19 palestinianos foram mortos, a União Europeia e a ONU pediram a abertura de um inquérito independente.

Lusa/Fim

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