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Olavo Correia elege melhoria do clima de investimento em Cabo Verde para crescimento da economia

Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, defendeu hoje a necessidade de melhorar o ambiente de negócios no país para que a economia continue a crescer, conforme apontam os dados.

Olavo Correia fez esta consideração durante a assinatura de protocolo entre o Governo, as câmaras municipais e os bancos que operam no território nacional, intitulado “Pacto de financiamento à economia – do global ao local”, que ocorreu na Cidade da Praia.

O vice-primeiro-ministro disse que o Governo tem que trabalhar para criar “um quadro diferente”, em que os privados possam investir nos transportes, nas energias, nos portos e nos aeroportos, tendo o Estado o papel de concentrar seu investimento na educação, na saúde, na segurança e na criação de oportunidades para os empresários.

Apontou que o Governo tem estado a lutar para criar “um melhor ecossistema e ambiente de negócios” para as empresas, isso porque são “a instituição do país”, criam os valores, empregos e geram rendimentos para o país avançar.

“Nós, só a nível do Governo, criamos um conjunto de instrumentos que estão todos operacionais, como o Fundo de Garantia Parcial, que tem de capital de 10 milhões de dólares americanos, para apoiar o acesso ao financiamento nas micro e pequenas empresas”, indicou.

O governante referiu que a economia cabo-verdiana, hoje, cresce a cinco por cento, mas que o país ainda apresenta “uma carga burocrática elevada, dificuldades ao financiamento, problemas nos transportes aéreos e marítimos, conectividade tecnológica”.

“Se tudo isso for melhorado, passar a cifra de cinco por cento a nível de crescimento económico, vai ser fácil”, concretizou.

Para isso, ressalvou, é necessária “uma reforma” para que esses sectores estejam a funcionar “de forma óptima” e o país tenha “um melhor ambiente de negócios possível”, ajuntando que o crescimento da economia cabo-veriana, nos próximos anos, “não pode ser à custa do endividamento”.

Por outro lado, Olavo Correia realçou que o país conta neste momento com vários recursos, apontado o Fundo de Garantia Parcial, com a linha de financiamento de cinco milhões de contos disponíveis, com o Fundo Soberano, 90 milhões de euros para apoiar projectos estruturantes e mais de 500 milhões de dólares americanos para financiamento a projectos.

“Precisamos preparar projectos bancáveis e ter instituições com capacidade para fazer a ligação de quem precisa de capital para quem tem capital disponível”, sustentou, salientando que não haverá melhor clima de investimento se não houver condições para incentivar os talentos que querem investir nos vários sectores.

O vice-primeiro ministro e ministro das Finanças pediu, por fim, às autarquias empenho na promoção de apoio ao investimento, para garantir a sintonia entre o poder local e o poder central.

O protocol visa criar um ambiente favorável ao empreendimento empresarial e facilitar o acesso ao financiamento, bem como promover o crescimento e a competitividade para garantir a “sustentabilidade do ecossistema, reforçando o bom funcionamento das cadeias de valor” de que os municípios são parte integrante.

HR/AA

Inforpress/Fim

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