Olavo Correia diz que Banco de Cabo Verde tem sido exemplo de instituição “madura e sólida”

Cidade da Praia, 21 Nov (Inforpress) – O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, Olavo Correia, disse hoje, na Cidade da Praia, que o Banco de Cabo Verde (BCV) tem sido exemplo de uma instituição “madura, sólida”, que funciona independentemente dos contextos político-partidários.

Olavo Correia fez essas afirmações durante a cerimónia de empossamento da nova administradora do BCV, Antónia Lopes, que aconteceu na manhã desta terça-feira.

No seu discurso, o governante afirmou que o país precisa de instituições sólidas, perenes e comprometidas com o futuro do país.

“As instituições não podem estar dependentes do contexto político e partidário. São instituições, têm um peso institucional e são fundamentais para o futuro do nosso país”, ajuntou Olavo Correia, para quem o Banco Central tem dado prova da sua maturidade.

“Espero que continuemos na mesma senda e que o Banco Central continue a dar esse exemplo daquilo que deve ser o enquadramento, daquilo que deve ser o futuro das instituições em Cabo Verde”, acrescentou.

Olavo Correia advogou que o país precisa de uma “boa governança”, para o mercado, para os resultados, com transparência e para servir as pessoas, promovendo o crescimento económico, a geração de rendimentos e o crescimento inclusivo.

Salientou o “papel importante” do BCV no sentido de garantir a estabilidade monetário-cambial, a sustentabilidade do sistema financeiro, a estabilidade dos sistemas de pagamento, prevenir as crises, dar o exemplo de bom funcionamento das instituições e fazer o papel de “polícia bom”, num quadro de parceria e trabalho em conjunto.

“Não há nenhum país que consiga desenvolver sem uma liderança comprometida, esclarecida e engajada com o futuro do país. Podemos ser os melhores técnicos do mundo, mas, se não tivermos este comprometimento, o país não conseguira avançar, afirmou.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças disse ainda que quem está nas instituições públicas tem a obrigação de criar as condições para que os talentos possam colocar as suas capacidades ao serviço do país.

“Nós estamos confrontados com um quadro diferente hoje, no ponto de vista das necessidades de financiamento para as grandes empresas, precisamos de promover o crescimento económico porque temos uma demanda enorme de jovens qualificados que estão à procura de emprego bem remunerado e decente e a economia tem que ser capaz de gerar este emprego e não pode ser o Estado”, prosseguiu.

O Governo, segundo Olavo Correia, está comprometido em criar “o melhor ecossistema possível” para facilitar o acesso ao financiamento para que os empresários, os talentos jovens, micro, pequenos e médios, que tenham capacidade e queiram correr o risco ao empreender, tenham possibilidade de o fazer.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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