OIP deixa Cabo Verde “um pouco frustrada” por não ser recebida pelo primeiro-ministro e director nacional da Polícia Nacional (c/áudio)

Cidade da Praia, 01 Fev (Inforpress) – A Organização Internacional de Policiais de Língua Portuguesa (OIP) vai deixar Cabo Verde “um pouco frustrada” por não ter sido recebida pelo primeiro-ministro e director nacional da Polícia Nacional, disse o seu secretário de relações públicas, Márcio Garcia.

Estas declarações foram feitas hoje à Inforpress, após uma audiência da OIP, que realizou na quinta-feira e hoje uma reunião na Cidade da Praia, com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

Segundo disse este porta-voz, a OIP solicitou audiências com autoridades locais de Cabo Verde, nomeadamente o Presidente da República, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva e o director nacional da Polícia, Emanuel Moreno.

“Fomos bem recebidos pelo Presidente, mas, infelizmente, o primeiro-ministro e o director Nacional da Policia de Cabo Verde não nos deram resposta”, disse Márcio Garcia, frisando que a OIP gostaria de “dialogar porque a democracia assim exige”.

Por isso, disse, a OIP vai sair de Cabo Verde “um pouco frustrada” por estas não recepções. Entretanto, pontuou que viajam para os seus países “felizes” por terem tido “um encontro bastante produtivo com o Presidente da República”.

Quanto à reunião de dois dias realizada na Cidade da Praia, esta fonte informou que foram discutidos “problemas pertinentes” aos policiais de Língua Portuguesa, ao mesmo tempo que se manifestou “apoio e solidariedade” aos policiais de Cabo Verde e aos problemas internos ocorridos que chegaram ao conhecimento da OIP.

“Houve alguns problemas relacionados com a questão da greve e boa parte não foram solucionados”, ajuntou este interlocutor, para quem a reunião da OIP foi “bastante produtiva”, uma vez que conseguiram que novas organizações, inclusive de Cabo Verde, agregassem à organização.

Vai-se agora, segundo disse Márcio Garcia, fazer uma carta de Direito e Garantias inerentes aos policiais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, possivelmente a ser chamada Carta da Praia. O documento, conforme explicou, “será como norte” para todos os países.

O documento vai, conforme defendeu, ser “certamente”, assim que tiver pronto, direccionado para os governos de cada país para que tomem conhecimento de como os policiais querem ser vistos, tratados e quais são os direitos e garantias sindicais, trabalhistas da classe.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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