OE’2022: MpD adverte que não tem lição a receber do PAICV na questão da transparência

Cidade da Praia, 22 Nov (Inforpress) – O Movimento para a Democracia (MpD) advertiu hoje que não tem nenhuma lição a receber do PAICV, no quesito da transparência, e desafiou o maior partido da oposição a apresentar provas nos tribunais de qualquer caso de irregularidades.

A afirmação foi feita pelo porta-voz e deputado do MpD, Euclides Silva, em conferência de imprensa realizada na Cidade da Praia, para fazer o balanço das jornadas parlamentares que preparam a segunda sessão de Novembro com arranque esta quarta-feira.

Aproveitou para lembrar que a sessão tem como ponto alto o debate com o primeiro-ministro, com o tema a “Transparência como factor de desenvolvimento”, um tema proposto pela quarta vez, segundo sublinhou, pelo grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição).

A insistência em trazer novamente este tema para debate conforme o MpD deixa claro que quando a oposição não tem argumentos, ideias, e nem propostas para o país refugia-se nesse “velho chavão” da transparência como forma de entreter e fugir do debate em pauta, para apreciação na especialidade o OE’2023.

Durante o debate, Euclides Silva avançou que o grupo parlamentar do MpD vai apresentar, sobretudo, as medidas apresentadas por este Governo para tornar a governação “cada vez mais transparente”, estando certo que Cabo Verde neste quesito é “muito bem avaliado”.

“Cabo Verde respira transparência, o que vamos aqui elencar no debate, são as medidas tomadas e os ganhos conseguidos”, disse, acusando a oposição de insistir na questão da transparência, sem, no entanto, apresentar um único processo no tribunal, e de trazer até para ordens externos ao parlamento, pessoas que “estão a ser investigadas por causa da falta de transparência”.

Deste modo, declarou que o seu grupo parlamentar vai ao debate “absolutamente à vontade”, uma vez que considerou que o PAICV faz “política de casos”, mas não tem coragem para apresentar qualquer processo, por exemplo, ao Ministério Público para averiguação.

“No debate na generalidade não apresentaram qualquer proposta e nada de concreto e agora vem pôr defeito a um orçamento que não tem nada de armadilha, mas sim, vai ter medidas que vão impactar directamente a vida dos cabo-verdianos”, enfatizou.

Para Euclides Silva, o aumento salarial previsto no orçamento de estado é realista, um orçamento que o país pode pagar, lembrando que desde 2017 a esta parte várias categorias profissionais da administração pública viram os seus salários melhorados, com a implementação dos Planos de Cargos Carreiras e Salários (PCCS).

Daí, ressalvou, que no referente à transparência o seu partido não tem nenhuma lição a receber do PAICV pelo que desafiou este maior partido da oposição a apresentar provas nos tribunais de qualquer caso de irregularidades.

Apontou como exemplos de transparência o facto de Cabo Verde ocupar a segunda posição na região africana, posição 39 a nível mundial, é o país mais bem avaliado em África no que concerne a liberdade civil e o segundo mais bem avaliado no continente em liberdade económica.

Ainda de acordo com o projecto da ordem no dia da sessão que arranca esta quarta-feira, será discutido e aprovado na especialidade o projecto de resolução que aprova o Orçamento Privativo da Assembleia Nacional para o ano de 2023.

ET/CP

Inforpress/Fim

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