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OE: Representante dos empresários pede criação de condições para Cabo Verde ter acesso ao mercado internacional de capitais

Cidade da Praia, 26 Nov (Inforpress) – O vice-presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde e presidente da Associação de Turismo de Santiago, Eugénio Inocêncio, pediu hoje aos deputados a criação de condições para que Cabo Verde possa ter acesso ao mercado internacional de capitais.

Eugénio Inocêncio, que foi um dos convidados do Grupo Parlamentar do Movimento para a Democracia (MpD) para a conferência sob o tema “Orçamento de Estado (OE) para 2019: políticas e os desafios”, sublinhou que Cabo Verde precisa de investimentos externos para a criação de riqueza e emprego.

Neste sentido, e fazendo uma análise do Orçamento de Estado numa perspectiva empresarial, salientou que a abertura para o mercado internacional de capitais será uma das formas de atrair investimentos.

“A abertura do país ao mercado internacional de capitais terá dois efeitos extremamente importantes. Por um lado, vai aumentar a disponibilidade de financiamento, que é um dos grandes problemas quer para intervenções públicas quer para os privados, e, por outro, vai permitir a Cabo Verde ajustar os juros às taxas internacionais que são muito mais baixo”, explicou.

Contudo, adiantou que para essa abertura ao mercado internacional de capital são necessários a criação de outros instrumentos, como é caso do fundo soberano de garantias que, de resto está previsto na proposta de Orçamento de Estado que vai ser discutido na sessão plenária da Assembleia Nacional que arranca quarta-feira, 28.

Conforme adiantou, até a crise de 2008 os empresários cabo-verdianos tinham acesso ao mercado internacional de capitais, via banca portuguesa. Entretanto, com a crise, a banca portuguesa entrou em dificuldades e essa pequena janela fechou.

“Desde essa altura, Cabo Verde tem estado a viver sem ter acesso directo a esse mercado de capitais e socorremos de outras ajudas internacionais ou dos empréstimos dos organismos como o BAD, o Banco Mundial, etc., e é evidente que esse acesso é muito limitado e não é suficiente para alavancar o desenvolvimento”, disse.

Entretanto, Eugénio Inocêncio destacou algumas políticas previstas em sede do OE 2019 e que, na sua perspectiva, são importantes, como é caso da redução dos Impostos sobre pessoas colectivas (IRPC), de 25 para 22%, bem como as politicas ao nível dos start up jovem.

Para além de Eugénio Inocêncio, a conferência contou com a apresentação de Francisco Tavares, que falou da vertente qualitativa deste que é o maior orçamento na história de Cabo Verde, colocando ênfase na necessidade de se aproveitar as oportunidades demográficas, por considerar que os jovens podem ser o motor do desenvolvimento.

“A nossa oportunidade demográfica vai reduzindo. A população jovem vai diminuindo e como agentes da mudança não podemos desperdiçar.

Este é orçamento que, pela primeira vez, introduz a competente massificação da formação profissional e medidas concretas para promover a inserção produtiva dos jovens e fazer com que nós possamos evitar desperdícios”, disse.

Estimado em 71 milhões de contos, este é considerado pelo Governo como o “maior” Orçamento da história de Cabo Verde que visa, sobretudo, a consolidação da dinâmica de crescimento económico.

Prevê um crescimento entre 4,5 -5,5%, resultante da dinamização das economias de todas as ilhas, com a inclusão financeira, a promoção empresarial e medidas que estão a ser adoptadas no plano fiscal, do financiamento e da melhoria radical do ambiente de negócios.

MJB/JMV

Inforpress/fim

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