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Obras de Germano Almeida vão ser traduzidas em outras línguas no âmbito do programa de apoio à edição do Instituto Camões

Cidade da Praia, 23 Set (Inforpress) – O escritor cabo-verdiano Germano Almeida está entre os 40 autores de língua portuguesa cujas obras vão ser traduzidas noutros idiomas, no âmbito do programa de apoio à edição do Instituto Camões.

A informação foi avançada no sítio da internet do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), tendo informando que a maioria dos autores seleccionados são portugueses, mas seis são originários de outros países de língua portuguesa, nomeadamente Germano Almeida, de Cabo Verde, José Eduardo Agualusa e Ondjaki, de Angola, Milton Hatoum e Clarice Lispector, do Brasil, e Gisela Casimiro, da Guiné-Bissau.

Quanto aos autores oriundos de Portugal, apontou Afonso Cruz, António Lobo Antunes, Camilo Castelo Branco, Dulce Maria Cardoso, Ernesto Rodrigues, Eugénio de Andrade, Fernando Pessoa, Filipe Andrade, Golgona Anghel, Gonçalo M. Tavares, Hélder Macedo, Isabel Minhós Martins, Isabela Figueiredo, Jerónimo Pizarro, João Luís Barreto Guimarães, Johny Tércio, Jorge de Sena, Jorge Reis-Sá.

José Luís Peixoto, José Saramago, Júlio Dinis, Lídia Jorge, Manuel de Freitas, Maria Inês de Almeida, Marta Teives, Nuno Saraiva, Ricardo Cabral, Rui Cardoso Martins, Rui Zink, Sophia de Mello Breyner Andresen, Teresa Martins Marques, Teresa Veiga, Tiago Rodrigues e Valter Hugo Mãe, são outros portugueses selecionados.

A escolha destes autores, informou, resulta de um concurso a que se submeteram 52 candidaturas, provenientes de 24 países.

Nesta edição, o Instituto Camões vai apoiar 52 candidaturas de editoras estrangeiras que pretendem editar obras de autores de língua portuguesa traduzidas noutros idiomas.

De acordo com os promotores da iniciativa, este número traduz um aumento de 71% face às 31 candidaturas recebidas em 2018, a par de um reforço substantivo de candidaturas de fora da Europa, que representaram, em 2019, 41,5% do total de projectos apoiados, contra 9,7% em 2018.

Neste âmbito, o programa vai beneficiar editoras de Alemanha, Arménia, Bielorrússia, Bulgária, Chile, Colômbia, Croácia, Dinamarca, Egito, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Índia, Itália, Macedónia, Países Baixos, Polónia, República Popular da China, Roménia, Rússia, Sérvia e Ucrânia.

Segundo o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, também no número de países candidatos se verificou um aumento de 50% face aos 16 países de 2018, bem como um acréscimo de 38% no número de autores abrangidos.

Quanto à área dos projectos apoiados, informou que a maioria é romance, mas que ouros géneros estão representados, nomeadamente, banda desenhada, biografia, conto, crónica, dramaturgia, ensaio, ilustração, novela, poesia.

O programa de apoio à edição teve, em 2019, um financiamento global do Camões de 40 mil euros, representando a edição dos dois autores clássicos (Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis) e dos 38 autores contemporâneos um investimento global das editoras envolvidas na ordem dos 440.000 euros.

AM/ZS

Inforpress/Fim

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