Óbito/Teobaldo Virgínio: Cabo Verde perde o último dos claridosos – Governo

Cidade da Praia, 05 Dez (Inforpress) – O Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, considerou a morte do poeta e escritor Teobaldo Virgínio uma “perda irreparável” para Cabo Verde, que perde agora o último dos claridosos.

“Teobaldo Virgínio fez parte de um momento único da literatura cabo-verdiana e da própria narrativa daquilo que somos e que vem do período dos Claridosos, deu um enorme contributo e teve um “papel importante” na afirmação da literatura e do povo cabo-verdianos”, lê-se na nota de pesar publicada na página do Facebook do MCIC.

O escritor, que colaborou com Claridade, em boletins e suplementos literários, já publicou, em prosa e verso, 12 volumes, “Folhas da Vida – poesia” e “Gaudêncio, o Filho Errante – prosa”.

Para o MCIC, apesar do desaparecimento físico do intelectual, do poeta, romancista e ficcionista cabo-verdiano, fica a obra, a recordação do seu “bom humor e a sua inteligência”.

“Cabo Verde perde o último dos claridosos. Cabo Verde está de luto pela perda irreparável de Teobaldo Virgínio”, lamentou.

O Governo, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e a Biblioteca Nacional de Cabo Verde manifestam solidariedade à família enlutada por esta irreparável perda.

O escritor Teobaldo Virgínio morreu na quinta-feira, 03, nos Estados Unidos da América, onde residia há várias décadas.

Natural da ilha de Santo Antão, Teobaldo Virgínio Nobre de Melo nasceu em 21 de Maio de 1924. Publicou o seu primeiro livro, Poemas cabo-verdianos, em 1960.

Mas, foi com Distância (1963) e Vida crioula (1967), novelas publicadas em Lisboa, que se tornaria numa referência literária cabo-verdiana.

Emigrante nos Estados Unidos continuou a publicar poemas e ficção, tendo sempre Cabo Verde e Santo Antão como fontes de inspiração.

AM/CP

Inforpress/Fim

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