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Óbito/Sampaio: Jorge Carlos Fonseca destaca “figura de proa” da democracia portuguesa

Cidade da Praia, 10 Set (Inforpress) – O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, lamentou hoje o desaparecimento físico do antigo presidente de Portugal Jorge Sampaio, considerando que “desaparece” uma das figuras de proa da democracia portuguesa.

“Foi com muita tristeza que recebi a notícia do desaparecimento físico do ex-Presidente da República de Portugal, o doutor Jorge Sampaio. Apesar de sabermos da fragilidade do seu estado físico, é uma notícia que nos deixa a todos mais pobres”, lê na nota de pesar enviada à Inforpress.
“Jorge Sampaio foi um grande amigo de Cabo Verde e dos cabo-verdianos, desde a primeira hora, tendo visitado o nosso país por duas vezes, durante os seus dois mandatos”, acrescenta na missiva.

Para Jorge Carlos Fonseca, “desaparece” uma das figuras de proa da democracia portuguesa, pertencente a uma geração que fez da luta pela liberdade e da solidariedade pelos mais desfavorecidos o seu lema de vida.

“Enquanto líder estudantil, deputado, autarca, líder partidário, Presidente da República foi sempre a de um homem simples, que lutou pela liberdade, empenhado nas causas colectivas, mas atento e concentrado nas decisões, muitas delas difíceis, que teve de tomar”, acrescentou, lembrando que nos últimos anos, destacou-se pelas intervenções e actuações em prol dos refugiados e pela defesa da dignidade da pessoa humana.

“Em trinta anos de serviço público, ocupando cargos políticos de grande relevância, o ex-Presidente Jorge Sampaio contribuiu para o prestígio de Portugal e não só, tendo sido reconhecido internacionalmente pelo seu contributo para a democracia no mundo e o reforço do espírito de solidariedade e humanismo”, lembrou.

Para o ais alto magistrado da Nação, desaparece o homem, o político, o estadista, o democrata, mas fica o seu exemplo de entrega à causa pública para as novas gerações.

“Em meu nome pessoal e do povo de Cabo Verde, quero enviar à família enlutada e amigos as mais sinceras condolências”, conclui.
Já o presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, lembrou que Jorge Sampaio foi “estadista exemplar” que ao longo da vida pôs a sua inteligência ao serviço da democracia.

Austelino Correia destacou a forma “firme e abnegada” como lutou contra a ditadura fascista em Portugal, que culminou com a libertação do povo português e das colónias portuguesas”

“Portugal perdeu um dos seus símbolos da democracia e Cabo Verde perdeu um amigo de todas as horas”, apontou.
Jorge Sampaio, antigo secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996-2006), morreu hoje aos 81 anos, depois de ter estado internado no Hospital de Santa Cruz, em Lisboa, desde 27 de agosto, com dificuldades respiratórias.

Após a passagem pela Presidência da República, Sampaio foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Na declaração à agência Lusa, António Guterres, que sucedeu a Jorge Sampaio na liderança do PS em 1992 e que desempenhou funções de primeiro-ministro entre 1995 e 2001, disse que ficou “profundamente emocionado e entristecido com a notícia da morte”.
OM/JMV
Inforpress/Fim

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