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Óbito/Onésimo Silveira: Secretária-geral do MpD e Carlos Veiga enaltecem legado do político que “deve ser passado às gerações”

Mindelo, 29 Abr (Inforpress) – A secretária-geral do Movimento para a Democracia (MpD), Filomena Delgado, e o antigo primeiro-ministro e candidato às eleições presidenciais, Carlos Veiga, destacaram nas notas de pesar o legado de Onésimo Silveira, que “deve ser passado às novas gerações”. 

Filomena Delgado disse ser com “profunda consternação” que o MpD tomou conhecimento, na manhã desta quinta-feira, 29 de Abril, do desaparecimento físico do “ilustre cidadão” Onésimo Silveira, aos 86 anos, na sua terra natal, São Vicente. 

“Intelectual de primeira água, diplomata do mundo e um dos mais brilhantes escritores e poetas dos últimos sessenta anos do país e do espaço lusófono, o saudoso doutor Onésimo Silveira deixa-nos um legado valioso no campo das letras e da política, onde deu contributo inestimável para a afirmação do poder local nas ilhas, enquanto primeiro presidente da Câmara Municipal de São Vicente, no Cabo Verde democrático”, justificou a mesma fonte. 

O MpD, di-lo a secretária-geral do partido, presta “justa e merecida homenagem a um ilustre filho de São Vicente e de Cabo Verde, convicto de que as autoridades nacionais saberão honrar a sua memória e que o seu legado será uma fonte de inspiração para as novas gerações”. 

O antigo primeiro-ministro no Governo do MpD, Carlos Veiga, considerou, por seu lado, que “quer no plano político, quer no plano cívico, quer no plano cultural, sobretudo na literatura, Onésimo Silveira destacou-se pela singularidade da obra que produziu sendo, por isso, considerado um dos vultos que mais contribuíram para a afirmação da cabo-verdianidade”. 

“Bateu-se pela independência, bateu-se pela democracia, fazendo muitos combates políticos que o tornaram uma voz acatada em Cabo Verde. Não deu costas a muitas batalhas que o país chamou a si, antes e depois da independência, o que, por si só, merece a nossa consideração e admiração”, sublinhou a mesma fonte.  

Morreu o homem mas, ajuntou, ficou o legado, que “todos nós devemos honrar e transmitir às actuais e futuras gerações”. 

Onésimo Silveira, que faleceu hoje aos 86 anos no Mindelo, encontrava-se acamado há já alguns meses, segundo familiares.

Nasceu em São Vicente e doutorou-se em Ciência Política, pela Universidade de Uppsala (Suécia), em 1976, ano em que começou a trabalhar na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. 

Em 1977, transitou para a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) com o estatuto de diplomata, ali permanecendo até Dezembro de 1990, com passagens por países como Somália, Angola e Moçambique. 

Em 1992, tornou-se o primeiro presidente eleito da Câmara Municipal de São Vicente, cargo em que permaneceu até 2001. 

Em 2002, suspendeu o mandato de deputado à Assembleia Nacional e aceitou a nomeação para embaixador extraordinário e plenipotenciário de Cabo Verde em Portugal, Israel, Espanha e Marrocos. 

A nível cultural, é considerado um dos mais proeminentes membros da elite literária cabo-verdiana, tendo muitos trabalhos publicados no campo da literatura. 

Fundou o Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS), depois da ruptura com o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (ex-PAIGC) e nos últimos anos tornou-se uma das vozes mais activas pela regionalização do país. 

Em 08 de Dezembro de 2012 foi distinguido com o doutoramento Honoris Causa pela universidade do Mindelo pelo “imenso contributo para a democratização” do País e pelo seu papel na “internacionalização do municipalismo cabo-verdiano”. 

LN/HF

Inforpress/Fim

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