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Fogo perdeu um “abnegado servidor público” e um “ser humano cativante” – presidente da câmara de São Filipe

São Filipe, 13 Abr (Inforpress) – A Ilha do Fogo e São Filipe, em particular perdeu, hoje, com a morte de Mário César, “um servidor público abnegado e um ser humano cativante que não deixava ninguém indiferente”, disse o presidente da Câmara, Nuías Silva.

Numa cerimónia fúnebre no hall do edifício dos Paços do Concelho, depois de passagem pela sede da Associação Académica do Fogo onde Mário César Pires foi jogador, treinador e dirigente, e pelo estádio 5 de Julho, acompanhando de dezenas de pessoas, o autarca lembrou que o malogrado, além de um “abnegado servidor”, foi também enfermeiro reconhecido, desportista e deputado municipal.

Segundo o mesmo, enquanto profissional, tinha como ofício colocar o seu saber para assegurar a todos o melhor tratamento possível, exercendo, por isso, com “zelo, competência e amplo reconhecimento de toda a população” as funções de enfermeiro nas mais diversas áreas e durante 40 anos, sempre na sua ilha.

Nuías Silva indicou que, enquanto homem público, sempre se envolveu nas questões da sua sociedade e da sua ilha, sublinhando que ele era “frontal, amigo, divertido com particular sentido de humor” e que ele era, acima de tudo, “um bom cabo-verdiano que viveu intensamente as suas gentes e a ilha que o viu nascer”.

Uma das filhas em representação da família destacou a parte humana de Mário César e agradeceu todo o carinho manifestado neste momento de dor e luto pela perda deste ente querido e figura pública da ilha do Fogo.

Por sua vez, o presidente da Académica, Kevem Cabral, visivelmente emocionado, afirmou que esta agremiação desportiva de que Mário César era uma “peça imprescindível”, vai fazer tudo para concretizar o sonho idealizado por ele que é o da construção da sede social, sublinhando que ultimamente estava empenhado na sua edificação.

O presidente da Associação Regional de Futebol do Fogo, Pedro Pires, na passagem dele pelo estádio 5 de julho, palco que pisou por 40 anos como jogador, treinador, dirigente e adepto de futebol, salientou que falar de Mário César é ao mesmo tempo fácil e difícil, pois tinha um profundo sentimento e era um desportista de primeira classe.

O dirigente associativo indicou que Mário César ocupava o lugar na tribuna e sempre na primeira fila, sublinhando que o lugar dele continuará na tribuna, mas sobretudo no coração de todos os desportistas e de todas as pessoas que o conheciam, lembrando que grandes homens como ele não morrerão.

Pedro Pires disse que ele tinha um profundo amor à Acadêmica que defendia entre as quatro linhas, mas que, no geral, defendia o desporto, apoiando os jogadores independentemente de que equipa for.

Depois da câmara o corpo foi levado á Igreja Matriz para a missa de corpo presente, seguindo depois para o hospital São Francisco, que o próprio, em vida considerava como a sua casa, onde os colegas de profissão prestaram-lhe o último adeus, garantindo que ele nunca será esquecido pelo contributo que deu à saúde, mas sobretudo pelos ensinamentos transmitidos aos mais novos transformando-os em “resilientes” perante as dificuldades.

“A sua marca jamais será apagada pelo legado que deixou”, afirmaram os colegas de profissão.

Na câmara municipal, que prometeu homenagear Mário César posteriormente já que a partida precoce não permitiu a concretização da iniciativa para o fazê-la em vida, o presidente entregou uma bandeira do município que foi colocada em cima da urna e, no hospital, o director colocou uma bata, simbolizando a profissão que sempre exerceu com dedicação.

A cidade de São Filipe e a ilha do Fogo em geral viveu hoje uma acalmia invulgar e todas as forças políticas suspenderam as suas actividades de campanha, inclusive, a propaganda sonora e os comícios previstos para a cidade como para o interior da ilha, em sinal de respeito pela figura de Mário César.

As candidaturas de uma forma geral lamentaram a morte de Mário César e vários candidatos, das diferentes forças concorrentes às eleições legislativas, marcaram presença no funeral que demorou mais de quatro horas, desde a saída da sua residência em Vicente Dias até ao cemitério de São Filipe.

JR/CP

Inforpress/Fim

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