O primeiro ano de governação de Ulisses Correia e Silva é uma frustração total – líder do Partido Popular

 

Cidade da Praia, 19 Abr (Inforpress) – O presidente do Partido Popular (PP), Amândio Barbosa Vicente classifica de “frustração total” o primeiro ano de governação de Ulisses Correia e Silva.

Em declarações à Inforpress, o líder dos populares disse que nos primeiros 12 meses do Governo do Movimento para a Democracia as expectativas dos cabo-verdianos perante as promessas das campanhas eleitorais ficaram “defraudadas”.

“Infelizmente e com muita pena temos que admitir que os cabo-verdianos foram defraudados”, disse Amândio Barbosa Vicente, acrescentando que qualquer cidadão na rua, se lhe for perguntado sobre estes 12 meses de governação do MpD, “vai dizer que se sente frustrado”.

“Ele (Ulisses Correia e Silva) prometeu despartidarizar a administração pública, mas fez o contrário, ou seja, todas as nomeações feitas nos organismos de administração directa ou nas empresas públicas foram feitas com base no cartão de militância do MpD”, precisou o líder do PP.

Relativamente ao emprego prometido aos cabo-verdianos, afirma Amândio Vicente, “Correia e Silva pode justificar o falhanço, dizendo que não conseguiu porque isto depende do investimento”.

“Há coisas, nomeadamente a despartidarização da administração pública, que decorrem da atitude e não dependem do dinheiro”, indicou aquele dirigente político, adiantando que o país tem uma administração pública que “não é amiga do cidadão e tudo funciona na lógica do partido”.

Segundo ele, o partido do Governo prometeu criar nove mil empregos por ano e, neste momento, o que se assiste é o inverso, isto é, “foram desempregadas cerca de 9.200 pessoas”.

Confrontado com os números do executivo de que já foram criados mais 15 mil novos postos de trabalho, respondeu nesses termos: “Isto é o que dizem. Pergunte aos jovens licenciados se não continuam sentados em casa. É um grande artifício enganar as pessoas que o empego aumentou em Cabo Verde e que foram criados mais de 15 mil. Em que sectores foram criados os tais 15 mil empregos? Que empresas foram criadas?”

“Numa escala de 0 a 10, o Governo tem uma nota de quatro valores”, concluiu Amândio Vicente.

LC/FP

Inforpress/Fim

 

 

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