O PAICV não está a fazer nenhuma guerrilha com a companhia aérea de bandeira – líder

 

Cidade da Praia, 17 Jun (Inforpress) – A líder do PAICV (oposição), Janira Hopffer Almada, disse hoje que o seu partido não está a fazer nenhuma “guerrilha” contra  a companhia aérea de bandeira, TACV, e que esta merecia ser tratada com “mais dignidade”.

A presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde fez estas declarações à imprensa, ao ser questionada à saída de um encontro hoje, com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva,  sobre o pedido do presidente do conselho de administração (PCA) da TACV Cabo Verde Airlines, que instou aos políticos alguma “ponderação” na abordagem sobre a transportadora aérea nacional, a fim de não prejudicar o seu processo de privatização.

“Para se dar trégua que ele (PCA da TACV) pede é preciso que ele faculte informações sobre a gestão de um bem que é público”, afirmou a líder do PAICV, para quem uma empresa pública tem de ser gerida com um “mínimo de transparência”.

Segundo ela, a companhia de bandeira merecia ser tratada com “mais dignidade”.

“Defendemos sim, a reestruturação para a privatização, que é diferente desta liquidação sem a mínima planificação, sem a mínima visão e sem fazer as contas que o Governo está a fazer”, precisou a presidente do PAICV que acusa o executivo de Ulisses Correia e Silva de “ocultar”  à oposição informações relativas à TACV.

Depois do encontro que o grupo parlamentar teve com o conselho de administração da TACV, prosseguiu Janira Hopffer Almada, a bancada do seu partido  endereçou três cartas aos ministros das Finanças e da Economia, respectivamente, Olavo Correia  e José Gonçalves, pedindo as contas provisórias  da transportadora aérea nacional e o processo da privatização da mesma e, no entanto, o “Governo não respondeu”.

“Há cerca de dois meses, o Governo, no Parlamento, disse que a empresa (TACV) já estava em franca recuperação e, hoje, é liquidada porque não tem solução”, afirmou a líder da oposição, para dizer que não acredita nas declarações do PCA da companhia aérea nacional, quando este afirmou há dias que o défice anual dos voos domésticos ronda à volta dos 500 a 600 mil contos.

“Aproveito para pedir publicamente ao senhor presidente do conselho de administração dos TACV que faculte ao grupo parlamentar do PAICV os estudos feitos, os acordos celebrados (com a Binter) e, sobretudo, as contas da empresa”, concluiu a líder da oposição.

LC/CP

Inforpress/Fim

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