O desenvolvimento da CPLP impõe a remoção de todos os obstáculos à livre circulação – Jorge Santos

Cidade da Praia, 24 Abr (Inforpress) – O presidente da Assembleia Nacional e da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP- CPLP), defendeu hoje que o desenvolvimento da comunidade impõe a remoção de todos os obstáculos à livre circulação.

Jorge Santos, que falava na abertura da V Reunião dos Ministros do Interior e da Administração Interna da CPLP, explicou que sem isso não se pode transformar a CPLP numa comunidade de povos, de interesses, de cooperação e que possa potenciar todas as suas possibilidades de desenvolvimento, suportadas na existência de recursos materiais e também por atributos como língua comum, história e cultura partilhadas.

Segundo Jorge Santos, o Plano de Acção aprovado pelos parlamentares da CPLP na reunião realizada na Cidade de da Praia, tem como estratégia de fundo a construção de “uma comunidade de pessoas”.

Tal plano, adiantou, constitui “um conjunto de propostas para se chegar à mobilidade completa” pelo que o presidente da AP-CPLP mostrou o engajamento da Assembleia Parlamentar neste propósito.

“Os parlamentos nacionais estão disponíveis, as comissões permanentes estão a desenvolver um trabalho de suporte nessa matéria. Asseguro-vos que enquanto representantes mais directos das populações tudo faremos para ir ao encontro dos interesses daqueles que representamos”, garantiu Jorge Santos, reconhecendo que é um processo longo que terá que ser desenvolvido por etapas.

O presidente da AP-CPLP também aproveitou a sua intervenção para manifestar a solidariedade do povo de Cabo Verde para com o povo de Moçambique, vítima do ciclone Idai, que segundo Jorge Santos “terá sido a maior catástrofe natural que aconteceu na África neste século”.

Neste sentido, lembrando que todos os países estão expostos a catástrofes ambientais, decorrentes das alterações climáticas, Jorge Santos chamou a atenção dos ministros do Interior e da Administração Interna da CPLP para reflectirem sobre a capacidade de protecção civil, encontrar pontos de contacto e de cooperação e construir plataformas de intervenção conjunta.

Tudo isso, justificou, no intuito de aumentar a eficácia das intervenções para a redução dos riscos e melhorar os sistemas de alerta para que possam estar melhor preparados técnica e materialmente para fornecer socorro com rapidez necessária em situações de emergência.

CD/FP

Inforpress/Fim

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