Nuías Silva gostaria de contar com chefe de Estado como presidente de honra das festas do centenário da cidade

Cidade da Praia, 29 Nov (Inforpress) –  O presidente da Câmara Municipal de São Filipe disse hoje, na Cidade da Praia, que gostaria de ter o chefe de Estado como presidente de honra das comemorações do centenário da cidade de São Filipe.

“Seria uma grande honra para São Filipe e todos os foguenses, residentes nas ilhas e na diáspora, termos o senhor Presidente da República como presidente de honra do centenário da cidade de São Filipe”, manifestou o autarca.

Nuías Silva fez estas considerações à imprensa, à saída de uma audiência com o Presidente da República, José Mari Neves, em que se fez acompanhar do presidente da Assembleia Municipal de São Filipe, Luís Nunes.

Instado se teria abordado com José Maria Neves a questão da presidência de honra das festividades do primeiro centenário da elevação da então vila à categoria de cidade, o edil são-filipense afirmou que fez com o chefe de Estado uma “abordagem ampla e aberta” sobre várias questões atinentes ao seu município, mas que ficou acordado que essas ideias vão ser materializadas, através da sua oficialização.

Perguntado sobre o móbil da audiência com o mais alto magistrado da Nação, explicou que quis aproveitar a sua estada na Praia para, de um lado, cumprimentar o Presidente da República “augurando-lhe votos de sucessos durante o mandato”, e, doutro lado, apresentar-lhe algumas ideias relativas ao centenário da cidade de São Filipe.

“Queremos instituir durante a semana, de 05 a 12 de Julho, “A semana da cidade de São Filipe” com vários eventos e, depois, com uma sessão comemorativa do centenário da cidade”, indicou Nuías Silva, acrescentando que manifestou a José Maria Neves o desejo de contar com uma “parceria estreita com a Presidência da República para a realização de alguns eventos no quadro da Semana da Cidade”.

Foi a 12 de Julho do ano de 1922, que a então Vila (Bila como continua a ser tratada por muitos dos seus filhos) ganhou estatuto de cidade, tendo contado, na altura, com influência política do cidadão foguense Abílio de Macedo, contando na data da sua elevação à cidade com 4.100 fogos, segundo dados do Plano Director Municipal e Plano de Desenvolvimento Urbano (PDU).

O diploma legal número 2 de 12 de Julho, publicado no Boletim Oficial Nº 28 de 1922, aprovado pelo Conselho Legislativo Colonial, elevava a vila à categoria de cidade, elencando como argumento o facto desta urbe, “depois de ter jazido longos anos no mais censurável esquecimento”, ter sido “contemplado nestes últimos tempos com algumas obras”, nomeadamente a igreja de Nossa Senhora da Conceição que, nesta altura, apenas faltava pequenos trabalhos de acabamentos, a Alfandega no porto da Luz e alguns lanços de estradas.

Além disso, o documento de base que determinou a atribuição do estatuto de cidade à então vila destacou que a “a dinâmica natural tenha ganhado um certo ritmo” pois, explica, “só assim se compreende que poucas dezenas de anos depois, a Vila tenha sido elevada à cidade, dado o lugar que ocupava entre as restantes vilas da província”.

LC/JR//HF

Inforpress/Fim

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