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Novos casos de tuberculose na África continuam superiores aos de qualquer outra região – OMS

Mindelo, 24 Mar (Inforpress) – A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse hoje que apesar dos progressos na diminuição do número dos casos de tuberculose na África o número de novos casos nessa região continua a ser superior ao de qualquer outra região.

Esta observação foi feita pela directora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, numa mensagem alusiva ao Dia Mundial da Tuberculose 2020 que este ano se celebra sob o lema “É hora de agir”.

Segundo Matshidiso Moetia, na região africana, os novos casos de tuberculose estão a diminuir, tal como as mortes imputáveis à esta doença. Revelou que a África do Sul, o Botsuana, a Essuatíni, o Lesoto, a Namíbia e o Zimbabué têm registado alguns dos declínios mais rápidos do mundo.

Isto, conforme apontou, graças à expansão da cobertura da terapêutica anti-retroviral tem levado a rápidos decréscimos de casos de tuberculose relacionados com o VIH/SIDA e a uma diminuição do número de mortes imputáveis a esta doença.

“Em 2018, quatro em cada cinco, ou seja, 80,2 por cento (%) de pessoas com tuberculose multirresistente ou extensivamente resistente a medicamentos iniciaram um tratamento”, concretizou realçando que “embora a região esteja a registar progressos”, ainda “há um longo caminho pela frente até 2030”, para alcançar as metas dos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionados com a tuberculose.

Com efeito, elucidou, o número de novos casos de tuberculose registados na região africana continua a ser superior ao de qualquer outra região da OMS. Além disso, apenas uma em cada duas pessoas com tuberculose (56%) em todo o continente está a receber tratamento.

Informou ainda que menos de uma em cada três crianças (29%) que viva com uma pessoa com tuberculose activa está a beneficiar de terapêutica preventiva.

A directora regional da OMS para a África explicou que os orçamentos para o controlo da tuberculose “são sistematicamente subfinanciados” e “a maioria dos países não dispõe de informações sobre as famílias que suportam custos astronómicos” associados à tuberculose.

Mas, defendeu que “tais dados são necessários para acompanhar os progressos realizados para atingir as metas dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável”.

Matshidiso Moeti assegurou que a OMS está a cooperar com os parceiros para formar o pessoal da saúde em prevenção e tratamento da tuberculose, com o objectivo de “chegar a grupos de alto risco” e garantir a aplicação das “melhores práticas”.

Destacou, igualmente que a OMS tem vindo a coordenar as suas acções, a nível político, com todos os países para adoptar o uso de tecnologias de diagnósticos sensíveis.

A directora regional da OMS defendeu que para acabar com as epidemias de tuberculose e outras doenças é preciso “sistemas de saúde fortes” para constituírem “a base da cobertura universal de saúde”.

CD/CP

Inforpress/Fim

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